Eu tive o privilégio de participar da exibição do episódio “Amagansett”, o mais aclamado da terceira temporada da série “A Diplomata”, da Netflix, seguido de um bate-papo com a criadora Deborah Cahn, os atores, Keri Russell, Allison Janney (presidente Grace Penn), Bradley Whitford (primeiro-cavalheiro) e a produtora de elenco, Julie Schuber, no Aero Theater, em Santa Monica.



“A Diplomata” recebeu 7 indicações ao Emmy Awards, Melhor Série de Drama, Melhor Atriz em Série de Drama: Keri Russell (como Kate Wyler), Melhor Ator em Série de Drama: Rufus Sewell (como Hal Wyler), Melhor Atriz Coadjuvante em Série de Drama: Allison Janney (como Grace Penn), Melhor Ator Convidado em Série de Drama: Bradley Whitford (como Todd Penn), melhor produtor de elenco: Julie Schubert, Lain Kunin, Ellinor Isherwood, Lucinda Syson, Natasha Vincent e melhor roteiro de série drama, Debora Cahn, pelo episódio “Amagansett”.
Eu vou compartilhar alguns destaques da conversa com esses talentos incríveis abaixo mas, antes, eu vou celebrar a carreira da protagonista Keri Russell, que levou o Sag Awards (prêmio do sindicato dos atores nos EUA) pela sua performance na terceira temporada de “A Diplomata” e de quem sou fã desde os tempos de “Felicity”.

Como todos os viciados em seriados nos anos 90, eu amava “Felicity”. Inclusive achei o máximo ela cortar o cabelo na segunda temporada, o que deu o que falar na época. O público não curtiu e a audiência de “Felicity” foi comprometida, mas Keri, ainda jovem, apoiou a decisão dos criadores da série porque muitas meninas, depois de terminarem um namoro, mudavam mesmo o visual e o corte de cabelo, o que era o plot da sua personagem. Mal sabia Keri que seu corte de cabelo causaria uma revolução na Warner Bros, que instituiu uma política onde atores não poderiam mudar radicalmente o visual depois do bafafá que “Felicity” causou.

A revolução de Keri não parou por aí, ela foi a protagonista de “The Americans”, uma das melhores séries de TV de todos os tempos, e uma das minhas favoritas. Keri deveria ter levado muitos prêmios pela sua performance como a espiã russa Elizabeth Jennings, infelizmente não foi o caso, eu acho que muitos membros da Television Academy, que votam no Emmy, por exemplo, não entenderam o brilhantismo de “The Americans”. Mas, finalmente, o talento de Keri tem sido reconhecido graças à “A Diplomata”. E tão especial quando ver Keri atuar, foi ver a forma carinhosa que seus colegas falaram dela, tanto Allison Janney como Bradley Whitford.


“Keri não é só uma excelente atriz e parceira de cena, mas ela é uma líder maravilhosa. Ser a protagonista de uma série como essa, com uma produção grande, uma equipe enorme, não é fácil. Mas a forma como a Keri trata todo mundo é inspiradora. Ela realmente criou um ambiente de trabalho muito saudável e divertido, o que reflete no meu trabalho e, acho que no trabalho de todo mundo,” disse Allison.
E Brad complementa, “eu cheguei como um ator convidado, a ‘gangue’ já estava trabalhando junta há muito tempo. Mas a Keri me recebeu como seu eu fosse parte da família já. E eu garanto pra vocês que isso não acontece sempre. Eu e Allison somos amigos há anos, como alguns sabem, (os dois atores trabalharam juntos em ‘West Wing’), eu estava feliz em trabalhar com ela novamente. Mas tudo ficou ainda melhor quando conheci Keri, eu já era fã dela, e ‘The Americans’ é uma das melhores séries da história, mas hoje sou ainda mais fã pela pessoa que ela é.”


Keri lisonjeada agradece aos amigos e fala do seu prazer em fazer esse trabalho. “O roteiro dessa série é tão maravilhoso que a gente precisa fazer pouco, toda a magia já vem na página. Mas passamos tanto tempo com as pessoas no trabalho, mais que o tempo que passamos com as nossas próprias famílias. Então é importante que a gente crie um ambiente leve, divertido, especialmente nos dias longos de gravação. E todo mundo tem uma energia ótima, an Allison, o Brad, todos do elenco e da nossa equipe, que é muito competente e delicada. O sucesso é o resultado do trabalho de todos e dos roteiristas, que são espetaculares”.

Deborah falou da dinâmica da sala dos roteiristas e da importância do elenco para dar vida aos personagens, “a gente troca muita ideia na sala de roteiro e o episódio final da segunda temporada tinha tantas viradas que acabou se tornando a terceira temporada. O processo criativo dessa série é muitas vezes insano, mas muito inspirador. Só que não adianta termos roteiros incríveis se não temos atores incríveis, não só interpretando os personagens principais, como as participações especiais, e a Julie (produtora de elenco) faz um trabalho excelente na escalação desses personagens, assim como fizemos com o elenco principal. A Keri sempre foi a nossa protagonista, desde o início, e ficamos radiantes quando ela topou. E, além de uma atriz excepcional, ela também contribui muito com ideias ótimas, como produtora executiva”.

Julie concorda, “ficamos radiantes mesmo quando a Keri topou e isso nos ajudou a encontrar o tom da série. Trabalhamos muito próximos aos roteiristas que, liderados pela Debbie, contribuem muito no processo da escalação do elenco em cada temporada e episódio. Essa colaboração é fundamental para o sucesso do nosso trabalho.”
Se você ainda não viu “A Diplomata”, fica a dica. E se como eu já é fã, vale maratonar novamente enquanto esperamos pela quarta temporada e torcemos para que esses talentos, especialmente a Keri, levem o Emmy pra casa.

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Fica o convite também para todos conferirem “The Americans”, uma das melhores séries de todos os tempos. Para o fandom, que tal assistirmos novamente? Afinal, é uma aula de como fazer um seriado que entrou para a história:
