Hotel Chelsea: Tour pelo histórico edifício em Nova York

Ano passado, eu estava obcecada com a ideia de visitar o Hotel Chelsea, um marco icônico de NYC, pois além de ter sido um dos primeiros prédios construídos na Ilha, ficou famoso nos anos 70, por ser o ponto de encontro de artistas, músicos, fotógrafos, como Janis Joplin, Patti Smith, Bob Dylan, Jimmy Hendrix, Jim Morrison e Robert Mapplethorpe.

 

 

Durante mais de um século, o hotel sempre foi um misto de hóspedes que se acomodavam por uma curta temporada e inquilinos que moravam lá, com contratos mais longos.

 

 

Até ser vendido pela primeira vez em 2011, com o intuito de ser reformado. Como os antigos inquilinos ainda moravam no local e, por contrato, não poderiam ser despejados, começou ali uma batalha judicial entre os novos proprietários e quem já estava ali há décadas.

 

 

Outro grupo assumiu em 2013 e, em 2016, o grupo que administra hoje, terminou a reforma e concluiu os acordos com os moradores, dentre eles Man-Lai, uma amiga que a minha obsessão pelo hotel e uma matéria que escrevi aqui no HEA, quando celebrei a virada do meu aniversário no bar do lobby do Chelsea, depois de jantar no icônico restaurante El Quijote, em 2025, trouxe para a minha vida.

 

 

Mai-Lai mora no hotel desde 1980, e produziu o documentário “Ghosts of the Chelsea Hotel” (imperdível assistir, as informações estão no final desse post). Ela leu minha matéria sobre o hotel e entrou em contato comigo. Trocamos mensagens e combinamos de nos encontrar na próxima vez que eu fosse a NYC.

Em abril, quando fui à Maçã para o show da Demi Deusa, no Madison Square Garden, conheci Mai-Lai pessoalmente. Ela me convidou para visitar seu apartamento e, além de me levar para um tour no hotel, ainda me deliciou com as maravilhosas histórias que viveu nos 46 anos que reside nesse marco de NYC.

 

 

Além das fotos, que tirei na sua icônica varanda, que tem o ângulo perfeito do neon com o nome do hotel, ainda tomamos um brunch no Café Chelsea que, como contou Man-Lai, era um depósito fechado antes da reforma. O restaurante foi uma iniciativa positiva da nova administração, que, além de preservar as obras de arte que já decoravam as paredes do hotel, continua adquirindo novos quadros, fotos e esculturas que estão espalhados por todos os andares do prédio. As escadas também foram restauradas e são um espetáculo à parte.

 

 

 

Os novos administradores foram obrigados a honrar os contratos dos antigos inquilinos, um pequeno grupo hoje em dia, mas a maioria dos apartamentos foram remodelados e transformados em luxuosas suítes que custam entre US$ 500,00 (R$ 3.000) e US$ 1.400,00 (R$ 8.000,00) a noite.

 

 

Com esses preços astronômicos, fato que o Hotel Chelsea continua celebrando a arte, mas não é mais um lugar de artistas. Inclusive, a partir de agora, a administração não aluga mais apartamentos com contratos longos, o Hotel Chelsea é apenas um hotel de luxo, no coração de Manhattan.

 

 

Foi-se o tempo também que cada morador podia decorar a sua porta como quisesse. Hoje, a grande maioria é padronizada, restando apenas algumas portas dos apartamentos dos inquilinos, que ainda residem no local, que nos dão a ideia de quão coloridos foram os corredores do hotel no passado. Outra mudança foi o acesso ao terraço, que foi bloqueado pela construção de um elegante spa.

 

 

Eu sonhava em me hospedar no hotel, mas esses preços absurdos inviabilizaram a minha ideia de ficar lá. Mas, cá entre nós, melhor que gastar milhões pra ficar no famoso hotel por 1 noite, foi conhecer Mai-Lai e, de quebra, ainda visitar seu apartamento que, por sua escolha, não foi reformado. Entrar no lar de Man-Lai, o “Quarto 111”, é fazer uma viagem no tempo através da arte. Um show para os olhos. Assim como conversar com ela é uma aula da história do hotel, que faz parte e até se confunde com a própria história de Nova York.

 

 

Man-Lai me apresentou ainda a outro antigo morador, e me deu carta branca para ir ao hotel quando eu quiser, “só falar na recepção que é minha amiga, e você pode ficar a vontade”, disse ele.

Se você tiver planos de visitar NYC, inclua no seu roteiro turístico o Hotel Chelsea. Pode ser muito caro se hospedar lá, mas você também pode ter uma aula sobre a história do hotel e de NY com Mai-Lai, uma renomada contadora de histórias sobre o icônico hotel. Entre em contato com ela e agende seu tour.

 

 

Assista também o documentário “Ghost of the Chelsea Hotel”. Todas as infos abaixo!

Impressionante como o HEA continua me proporcionando boas surpresas. A minha curiosidade sobre o Hotel Chelsea, me incentivou a celebrar meu niver lá e escrever um capítulo do meu diário de viagem aqui. Man-Lai leu minha matéria e, assim, nos conhecemos. Por essas e outras que mantenho essa plataforma ativa. Nos últimos 15 anos, o HEA continua trazendo pra minha jornada pessoas interessantes e aventuras inesquecíveis.

 

 

 

 

Acredite se quiser, mas Man-Lai estava na Danceteria na noite que a rainha Madonna cantou “Everybody” pela primeira vez lá. Imperdível conferir essa história:

 

 

Não deixe de conferir também o meu relato sobre a celebração dos meus 53 anos, no Hotel Chelsea e no show da Dua Lipa que se apresentou no Madison Square Garden, no dia do meu níver, ano passado:

 

 

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