No segundo capítulo do diário da viagem a Porto Rico, sigo a caminhada pela cidade antiga de San Juan, a capital do país.
O cristianismo é a maior religião de Porto Rico, graças à influência dos colonizadores espanhóis. O catolicismo ainda domina, embora o protestantismo tenha crescido muito nos últimos anos. A influência religiosa está presente nas ruas de San Juan, especialmente nos azulejos que decoram as casas coloridas, assim como vemos em cidades históricas no Brasil, mais uma herança dos colonizadores espanhóis e portugueses.





Na bela Catedral Metropolitana e Basílica Menor São João Batista, eu encontrei meu melhor amigo, São Judas Tadeu, que abençoa as minhas andanças pelo mundo afora. Comemorei ali o “mesversário” do bestie, em 28 de dezembro de 2025.





A catedral, com mais de 500 anos de história, é uma das principais igrejas católicas de Porto Rico e uma mais antigas nas Américas. Fica lá, o mausoléu de Juan Ponce de Leon, o colonizador espanhol que liderou a primeira expedição a Porto Rico.
Na praça em frente a basílica, está o histórico convento, foi o primeiro convento das Irmãs Carmelitas nas Américas. Construído em 1651, funcionou como convento por 250 anos. Hoje é um dos hotéis mais tradicionais e luxuosos de San Juan.

No final de uma das ruas próximas à catedral, em cima da muralha que cerca a cidade, visitei a Capilla del Santo Cristo de la Salud. Um folclore religioso envolve a construção da capela, que aconteceu entre 1753-1780. Segunda a lenda, durante uma corrida de cavalos na Calle de Cristo, um jovem cavaleiro e o seu cavalo sofreram uma queda brutal. O cavaleiro caiu do precipício, mas foi milagrosamente salvo. A capela foi construída no local onde se teria realizado a fatídica corrida em honra do jovem cavaleiro, chamado Baltazar Montañez. A capela virou uma atração turística e uma parada obrigatória de peregrinos religiosos. Eu dei sorte porque estive na capela na terça-feira, o único dia que abre para o público, pude entrar e, seguir a tradição, pedindo para que minhas graças sejam atendidas.





Saindo da capela, fui conferir a “La Casa Estrecha”, a casa mais estreita da América do Norte, que atualmente está pintada com as cores do Brasil. Pena que não deu pra entrar, mas deu pra registrar a fachada.

No passeio, espiei de longe “La Fortaleza”, o Palácio de Santa Catalina La Fortaleza, a residência oficial dos governadores de Porto Rico desde o século XVI até os dias atuais. Por conta da decoração de Natal e da segurança reforçada, não pude chegar perto do palacete, mas deu pra ter uma ideia de onde os poderosos moram na capital.




Outro prédio que também é um marco na cidade e vi por fora é o “Antiguo Palacio de la Real Intendencia”, que foi originalmente a Casa do Tesouro Nacional e onde hoje funciona o Departamento do Estado de Porto Rico.
Para fechar com chave de ouro as andanças, fui provar os salgadinhos porto-riquenhos, pastéis e bolinhos fritos, bem parecidos com os nossos, só que a base de milho. Delicinha! E, claro, fiz um brinde de Piña Colada, no Barrachina, o restaurante onde o drink foi criado por Don Ramón Portas Mingot, em 1963. Olha, eu não era muito fã de Piña Colada, que está para Porto Rico como a caipirinha está para o Brasil, até provar esse original que realmente é divino, a melhor das muitas Piñas que tomei na ilha.


Vale anotar o endereço pra provar a Piña Colada, em sua visita a Porto Rico:

Não deixe de conferir o primeiro capítulo do meu diário de viagem a Porto Rico, várias dicas pra quem pensa em conhecer a ilha:
