Tour pelo Biltmore Hotel patrimônio histórico de Los Angeles

Eu nunca tinha ido ao histórico Biltmore Hotel, em downtown LA, até o Candlelight com músicas do Frank Sinatra e Nat King Cole. No final desse post, eu compartilho os detalhes desse evento de músicas lendárias, à luz de velas, em um dos salões mais icônicos do hotel que abriu em 1923, sendo o maior hotel a oeste de Chicago, na época.

 

 

Para vocês terem uma ideia da importância do Biltmore, o hotel ajudou a consolidar o centro de Los Angeles como um polo de entretenimento nas décadas de 1920 e 1930 e se tornou um patrimônio histórico da cidade.

Durante a década de 1920 e a Lei Seca nos Estados Unidos, o local tornou-se um reduto de celebridades, presidentes e mafiosos, como Al Capone, que frequentavam o Gold Ballroom, onde foi o show do Candlelight, que tinha se tornado um bar clandestino com uma porta escondida que permitia aos frequentadores comuns escapar da polícia e a clientes famosos evitar os paparazzi.

 

 

Isso sem contar que o hotel também é considerado o lugar onde nasceu o Oscar, e tem até uma galeria de fotos que mostra e conta a história da premiação e das cerimônias realizadas no local, onde o conceito e o projeto inicial do Oscar foram esboçados em um guardanapo durante um almoço no hotel, por Louis B. Mayer — chefe do estúdio MGM — e seus associados.

 

 

A cerimônia do Oscar foi realizada no então Biltmore Bowl, oito vezes, entre 1932 e 1942. Como o Biltmore era maior do que os locais anteriores, a cerimônia evoluiu de um jantar intimista para uma festa mais aberta ao público — à qual profissionais da indústria podiam comparecer pagando 10 dólares pelo jantar, juntamente com centenas de repórteres e colunistas. Essa nova dimensão do evento também motivou uma abordagem diferente de marketing.

 

 

O apelido “Oscar” surgiu durante os anos em que o hotel sediou a premiação, com uma enorme estatueta de neon adornando a fachada do edifício. Fãs começaram a se reunir do lado de fora do hotel na noite mais importante da indústria cinematográfica, todos na esperança de vislumbrar as estrelas mais queridas da época.

 

 

Foi no Biltmore Hotel, também, que as categorias melhor atriz coadjuvante e melhor ator coadjuvante foram apresentadas pela primeira vez em 1937.

A parte mais legal das fotos expostas na galeria do Biltmore, foi ver que as estatuetas ficavam expostas perto do palco, onde uma banda tocava ao vivo.

 

 

A cerimônia apresentava muito menos categorias, comparadas com a cerimônia de hoje, que cresceu tanto nos últimos anos que vai sair do Dolby Theater para o Peacock Theater, que tem capacidade para mais de 7 mil pessoas, a partir de 2029.

O hotel apareceu em mais de 300 filmes, programas de televisão e videoclipes, devido à sua arquitetura grandiosa, entre eles, “Ghostbusters” (1984), “Beverly Hills Cop” (1984), “Independence Day (1996), “Oppenheimer” (2023), “Chinatown” (1974), “Rocky III” (1982), Ed Sheeran – “Thinking Out Loud” e Britney Spears – “Overprotected”.

 

 

Apesar do hotel não ter sido locação do filme “O Iluminado”, o local também é famoso por ser mal-assombrado.

O episódio mais notório associado ao The Biltmore é, sem dúvida, o brutal assassinato de Elizabeth Short — uma jovem que frequentava a alta sociedade de Hollywood e que ficou conhecida como “Dália Negra” devido aos seus cabelos escuros. Ela estava curtindo uma night no The Biltmore em meados de janeiro de 1947, quando desapareceu. Seu corpo foi encontrado na manhã seguinte em um terreno baldio nos arredores da cidade, com um corte na cintura, desprovido de sangue e o rosto retalhado de orelha a orelha, Short teve uma morte cruel e macabra; e trata-se de um caso que permanece aberto e sem solução até hoje. Seu assassino (s) nunca foi (foram) encontrados.

 

 

Dizem que o fantasma de Short assombra o saguão e os 10º e 11º andares do The Biltmore — talvez tenha sido lá que a festa aconteceu na noite em que ela foi sequestrada e assassinada. Hoje, os visitantes do The Biltmore podem brindar em homenagem an Elizabeth Short: o bar do hotel serve um coquetel de vodca, licor de framboesa e Kahlua, apropriadamente batizado de Dália Negra.

 

 

Além da Dália Negra, hóspedes e visitantes contaram que viram o fantasma de um menino correndo pelo 10º andar — um dos locais onde o espírito da Dália Negra teria sido avistado. Outros relatos incluem aparições de uma enfermeira fantasmagórica no segundo andar (possivelmente associada aos soldados da Segunda Guerra Mundial), o fantasma de uma menina no 9º andar e um menino sem rosto no terraço do hotel.

 

 

Eu não tive nenhuma experiência sobrenatural nas horas que passei no The Biltmore Hotel, o que me deixou aliviada. Tenho pavor. Fui ao bar, mas preferi os petiscos e a cervejinha. Nada de brindar espíritos. Preferi deixar todos em paz e curtir os vivos, ao mesmo tempo que fiz uma saudável viagem ao passado, aprendi mais sobre a história do Oscar e ainda relembrei a minha juventude ouvindo os de Sinatra e Nat King Cole. Uma noite inesquecível sem fantasmas e com um gostinho de Brasil…

 

 

Veja porque o Candlelight é um evento imperdível, especialmente quando podemos dar um pulinho em “Ipanema” pra saborear uma caipirinha sem sair de LA:

 

 

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