Deadline Contenders traz painel da envolvente The Pitt com a presença de Noah Wyle

Eu sou chegada em um drama médico, mas “The Pitt” me impactou da mesma forma que “ER: Plantão Médico” tinha me impactado nos anos 90

 

 

“ER” foi a primeira série do gênero, produzida nos EUA, que conquistou o mundo e alavancou a carreira de vários atores, incluindo George Clooney, Julianna Margulies e Noah Wyle, seu personagem, John Carter era meu favorito. Noah sempre foi meu crush.

Quando eu vi os outdoors anunciando “The Pitt”, um drama médico, criado pelos produtores de “ER”, protagonizado e produzido por Noah, eu não pensei duas vezes em acompanhar. Mas, me surpreendi positivamente, porque além do ator estar mais bonito e charmoso na maturidade, o seriado é melhor do que eu esperava.

 

 

A pegada de “The Pitt”, de mostrar em cada episódio 1 hora do turno da equipe de profissionais da linha de frente, que trabalha arduamente na emergência de um hospital público nos EUA, é genial e inédita.Na primeira temporada foram 15 eps intensos e marcantes.

A forma como a série foi rodada também é sensacional, a câmera acompanha os acontecimentos em um grande estúdio construído em LA. Não tem marcações, as ações estão sempre em movimento. Eu me senti dentro do hospital, o tempo todo. Chorei quando alguém partia, me assustei com alguns procedimentos e comemorei quando o paciente era salvo (a).

 

 

O elenco é brilhante. Muitas carinhas novas, alguns veteranos, de diferentes grupos étnicos e muita diversidade.

A série é um sucesso e a segunda temporada já está confirmada.

Eu tive o privilégio de participar do painel de “The Pitt”, que contou com a presença de Noah Wyle e dos criadores/produtores/roteiristas R. Scott Gemmill e John Wells, no Deadline Contenders, em LA.

 

 

Sei que estamos ansiosos pra ver a segunda temporada, que já está em produção em LA. Até lá, deixo aqui algumas curiosidades sobre a produção de “The Pitt” compartilhadas por Noah, John e Scott, no Contenders.

 

 

A ideia

Noah Wyle
“Durante a pandemia, eu recebi muitas mensagens de médicos e pessoas que estavam na linha de frente. Algumas diziam que seria bom se o doutor Carter estivesse com eles (personagem de Noah, em ‘ER’), outras que estavam assistindo ‘ER’ que era uma inspiração para eles. Eu não sabia o que fazer com aquela informação e decidi mandar uma mensagem para o John. Eu falei que sabia que ele não queria fazer um outro drama médico (John foi um dos produtores/roteiristas de ‘ER’), mas, que se ele topasse criar uma série com foco nas pessoas que trabalham na linha de frente, eu toparia fazer.”

 

 

John Wells
“Eu não queria fazer outra série do gênero porque eu pensava, ‘o que temos a dizer, que não dissemos antes?’. E, quando veio a ideia de focar a série em um único turno, sem acompanhar a vida amorosa e os dramas dos personagens principais fora do hospital, eu vi potencial de fazer alguma coisa diferente, já que, dessa forma, a gente pode mostrar o que os profissionais da linha de frente passam no dia a dia, o que eles têm que fazer em 1 turno de trabalho. E muitos médicos e enfermeiros têm entrado em contato com a gente pra dizer que agora eles podem mostrar para suas famílias porque eles chegam em casa como chegam, e as famílias passaram a entender o que eles vivem em suas rotinas de trabalho. Isso é muito gratificante.”

 

Sobre os episódios não terem música, os personagens praticamente não usarem maquiagem, zero glamour:

R. Scott Gemmill
“Desde o começo a gente não queria música, para que a série fosse o mais realista possível. ‘The Pitt’ é uma carta de amor a todos que trabalham na linha de frente. Nosso objetivo foi criar um ambiente que eles pudessem se identificar. E, por isso, também a ideia de focar em 1 turno, que geralmente é de 12 horas, mas como a Max queria 15 episódios, esticamos um pouco, levando em consideração que muitos profissionais ficam 13/14 horas para passar para a outra equipe o que está acontecendo com seus pacientes. Com isso, não fugimos tanto da verdade.”

 

 

Noah Wyle
“Em todas as reuniões, desde o primeiro dia, a gente já tinha decidido que o set seria o mais realista possível, sem música e celulares e roteiros também não são permitidos, toda a equipe usa uniforme de hospital, não tem diferença entre o elenco e a equipe, protagonistas ou figurantes, todos somos uma mesma equipe, uma companhia. O set é uma experiência imersiva, criamos uma forma de trabalhar bem diferente, com o objetivo de fazer algo especial.“

John Wells
“No set não tem marcações, a iluminação está pronta, todos os atores e figurantes aparecem o tempo todo porque são as câmeras que acompanham os atores, não o contrário.“

Noah Wyle
“A proposta é chegar no set (os atores) bem preparados e gravar.”

 

A produção

John Wells
“Todo mundo, atores e figurantes, foi contratado para toda a temporada, 15 episódios. E todo mundo está no set o tempo todo. Alguns atores que fizeram participação especial, aparecem como figurantes em 4, 5 episódios, até gravarem as suas cenas. Uma experiência bem diferente de tudo que tínhamos feito antes.”

Noah Wyle
“Trouxemos a série pra Los Angeles. A gente está muito feliz em gerar empregos em Los Angeles. Gravamos aqui (embora a série passe em Pittsburgh, na Filadélfia) – muitos aplausos da plateia – em LA porque, hoje em dia, a maioria avassaladora das produções são rodadas fora de LA.”

 

 

O set e o roteiro

John Wells
“O set é gigantesco e foi desenhado antes dos roteiros serem escritos, para que o Scott e o time de roteiristas pudessem trabalhar dentro do espaço que tínhamos disponível.”

R. Scott Gemmill
“Seria impossível escrever essa série, sem ter o cenário pronto antes. A gente tem um mapa do tamanho de uma mesa grande, na sala dos roteiristas, e escrevemos os episódios baseados nele. Temos vários Post-Its coloridos, marcando os médicos e pacientes. É praticamente um jogo e é desafiador, a maneira que escrevemos a série também é completamente diferente de tudo que fizemos até hoje. Mas, nesse ponto das nossas carreiras, precisávamos criar algo revolucionário , que nos motivasse. E, definitivamente, em ‘The Pitt’, todo dia é uma coisa diferente e a gente aprende coisas novas.”

 

 

Doutor Robby

Noah Wyle
“Ele se enxerga como um professor. Esse hospital é um hospital universitário. O foco dele é ensinar, e isso também o mantém ocupado e o faz esquecer os seus próprios dramas pessoais. E isso acontece com os profissionais da linha de frente. Se eu já tinha ficado impressionado com as mensagens que recebi durante a pandemia, eu não imaginava o que receberia com essa série. Principalmente, depois do episódio 13. A quantidade de profissionais da área que me escrevem, seja porque se identificam, ou porque estão felizes que suas famílias agora sabem o que eles passam e não compartilham, tem sido impressionante.”

John Wells
“O nosso objetivo também era não esquecer da COVID e do que esses profissionais passaram, de tudo que eles tiveram que fazer nos hospitais, para salvar todos nós. Por isso, esse tema faz parte da jornada do Doutor Robby.”

 

 

O jovem elenco

R. Scott Gemmill
“Os atores iniciantes logo viram que o Noah não estava de brincadeira, ele entra no set para dar um show. E todos eles estão na mesma vibe. O Noah é um excelente líder.”

John Wells
“Se eu precisar ser entubado, e não tiver nenhum profissional disponível, eu confio no Noah pra me entubar. Risos. Ele é bem comprometido e aprendeu os procedimentos de fato.

Na verdade, os atores passaram por um treinamento intenso, antes de começarmos a gravar, supervisionado pelo médico que também é produtor da série. Porque, graças à maneira como rodamos ‘The Pitt’, eles realmente precisam saber fazer os procedimentos, então é importante ter foco para não só decorar os diálogos, como mexer com os adereços médicos. E todo o elenco e os figurantes estão ótimos.”

 

 

Os temas dos episódios

R. Scott Gemmill
“Conversamos com médicos e enfermeiros, que são nossos consultores, e perguntamos a eles o que os mantêm acordados à noite. De autismo, a tiroteio, vacinação, o que eles nos dizem, colocamos na série.

Outra questão que eles nos contaram, e está na série, foi a violência sofrida pela profissional de saúde, que levou um soco de um paciente. Infelizmente, isso também é uma realidade. Segundo as estatísticas, 17% dos profissionais, que estão na linha de frente, sofrem violência dentro dos hospitais, diariamente, nos EUA.”

 

 

A segunda temporada

R. Scott Gemmill
“Estamos de volta ao trabalho e na série, vamos voltar 10 meses depois do dia que encerramos a primeira temporada. Isso dá aos nossos personagens um tempo para que novas coisas aconteçam em suas jornadas.”

Devo dizer, “The Pitt” está no topo da minha lista de séries favoritas do ano e deve receber algumas – merecidas – indicações ao Emmy Awards, o que não acontece com uma série médica há algum tempo. Revolucionou o formato em 2025, como “ER” fez nos anos 90. Essa grupo de produtores e Noah têm mesmo a receita de sucesso do drama médico. Imperdível conferir!

 

“The Pitt” é um drama médico que explora os desafios enfrentados por profissionais da saúde em Pittsburgh, nos Estados Unidos. Criada por John Wells e R. Scott Gemmill, conhecidos pelo sucesso “ER: Plantão Médico”, a série apresenta uma narrativa realista sobre as dificuldades e os sacrifícios dessa profissão. Ambientada em um hospital moderno da Pensilvânia, a trama acompanha o Dr. Robby (Noah Wyle), assistente-chefe da sala de emergência, durante um intenso turno de 15 horas. A cada episódio, os profissionais enfrentam dilemas pessoais, conflitos políticos no ambiente de trabalho e o impacto emocional de tratar pacientes em estado crítico. Além disso, a série aborda temas como a pressão do sistema de saúde americano e a resiliência necessária para cumprir essa vocação. Com histórias envolventes e humanas, “The Pitt” destaca o heroísmo cotidiano desses trabalhadores na linha de frente, trazendo uma reflexão sobre empatia e dedicação. Fonte: AdoroCinema

 

 

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