Documentários vencedores do Oscar merecem engajamento pela relevância de suas mensagens

“Mr. Nobody Contra Putin” e “Quartos Vazios”, vencedores do Oscar, na categoria documentário longa e curta, respectivamente, estão entre meus filmes favoritos do ano.

Inclusive, essas categorias, que foram apresentadas pelo Jimmy Kimmel, estão entre os poucos momentos relevantes na cerimônia do Oscar que foi longa e blasé, em suma, superficial como a indústria do entretenimento.

 

 

Agora, eu confesso que assisti a ambos os docs depois que foram anunciadas as indicações ao Oscar que, de fato, servem como uma excelente vitrine para certos filmes que não teriam a mesma divulgação sem esse empurrãozinho, e por essas e outras que a premiação continua sendo importante.

 

 

Eu sou muito fã de documentário e tanto “Mr. Nobody Contra Putin” como “Quartos Vazios” tratam de temas necessários que nos ensinam e nos emocionam. Nesse caso, ambos têm em comum crianças e escolas. No documentário longa, um professor luta contra a militarização da escola onde leciona numa cidade pequena na Rússia, após o início da guerra na Ucrânia. E ainda tem que enfrentar a cruel realidade de ver seus jovens alunos partirem para o fronte de guerra. Enquanto ele, por ser contra Putin, tem que deixar seu país sabendo que não poderá voltar a sua casa, durante o tempo que esse governo estiver vigente.

 

 

No curta, “Quartos Vazios” conhecemos os quartos intactos de três crianças e uma adolescente que foram mortos em tiroteios em suas escolas nos Estados Unidos. Uma espécie de guerra silenciosa, em um país onde qualquer um pode comprar uma arma e assassinar jovens dentro das salas de aula.

 

 

Em “Mr. Nobody Contra Putin”, um professor passa a gravar clandestinamente a sua sala de aula em uma escola na zona rural da Rússia, mais especificamente no momento em que a invasão na Ucrânia se torna tão forte que o governo decide militarizar todas as escolas. Tendo a sua missão como professor desafiada pela nova política local, ele precisará lidar com as despedidas de seus alunos que partem para a guerra. Tentando usufruir de seus conhecimentos, o professor logo percebe como também estão tentando manipulá-lo por meio de propagandas, assim impedindo que eles cheguem aos seus estudantes. Em situação de perigo, ele se planeja para fugir do país antes que seja tarde demais. Fonte: AdoroCinema

 

 

 

“Quartos Vazios”, dirigido por Joshua Seftel, acompanha o jornalista Steve Hartman e o fotógrafo Lou Bopp na finalização de um projeto de sete anos. Buscando trazer uma sensibilidade maior à população, eles embarcam em uma jornada de filmar quartos infantis. No entanto, o que difere estes quartos dos demais é o fato de que as crianças não existem mais por terem sido vítimas de atentados e tiroteios em escolas nos Estados Unidos. Fonte: AdoroCinema

 

 

 

“Mr. Nobody Contra Putin” não era o favorito para levar a estatueta, mas tinha a minha torcida e, por isso, vibrei muito com a vitória, assim como me emocionei com o discurso de Glória Cazares, mãe da Jackie, vítima do tiroteio em uma escola no Texas, e uma das histórias apresentadas em “Quartos Vazios”, o curta vencedor.

 

 

Duro enfrentar a triste realidade onde crianças e jovens morrem em guerras desnecessárias, algumas declaradas e outras silenciosas, mas todas estúpidas, e ainda sofrem uma lavagem cerebral, dentro das escolas, enquanto professores são perseguidos, livros são proibidos e criminosos são transformados em heróis.

 

 

Embora em idiomas diferentes, esses dois documentários tem muito em comum e atualmente, diante do caos que estamos vivendo, são mais relevantes que nunca.

Assistir e ajudar a promover “Mr. Nobody Contra Putin” e “Quartos Vazios” também é uma forma de resistência. Faça parte dessa revolução!

 

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