Divergente: Para refletir sobre nossas escolhas

Nós crescemos com a frase: “A Vida é feita de escolhas e temos que lidar com as consequências de cada uma delas.” Claro que é mais fácil falar do que fazer, mas sabemos que a realidade é esta mesmo. Diariamente temos que tomar decisões que vão impactar de alguma forma na nossa caminhada.

A trilogia “Divergente” aborda de forma brilhante este tema. A protagonista Beatrice Prior vive numa sociedade futura que foi dividida em 5 facçõoes (a Abnegação, a Amizade, a Audácia, a Sinceridade e a Erudição). Aos 16 anos ela precisa escolher entre permanecer na Abnegação, facção de seus pais, onde foi criada, ou deixar a família e sua zona de conforto por um mundo novo.

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Beatrice faz uma reviravolta em sua vida e opta pela Audácia, a facção dos guerreiros tatuados que são treinados para proteger a cidade. Na vida nova, ela adota o nome de Tris e conhece Four, seu treinador, por quem se apaixona.

Em três livros, “Divergente’, “Insurgente” e “Convergente”, a autora Veronica Roth, de apenas 25 anos, traça de forma brilhante a trajetória não só de Tris e Four, como de um grupo fantástico de personagens.

Ao contrário de muitos, eu li “Divergente” depois de me apaixonar pelo filme protagonizado por Shailene Woodley e pelo gatíssimo Theo James, que estreia hoje no Brasil.

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Dois dias depois de assistir o filme na première beneficente em Los Angeles, eu comprei o livro. Terminei de ler toda a saga em 10 dias. A história é viciante, creio que pelo fato dos personagens serem humanos, gente como a gente, com qualidades e defeitos, buscando seu “lugar no mundo”.

Tris não é uma heroína que quer salvar a sociedade. Ela é uma jovem que lida com as alegrias e tristezas, vitórias e derretas, decepções, descobertas e culpas de quem faz uma escolha e deixa seu porto seguro e parte para um mundo novo.

Creio que os leitores se identificam com o tema central da história e com os personagens porque todos nos tomamos decisões sobre carreira, trabalho, relacionamento amoroso, filhos, e no meu caso, a mudança para o exterior.

De certa forma, quem sai do seu pais e decide morar na terra estrangeira, seja onde for, muda de facção. Nos deixamos o lugar onde fomos criados, onde estão nossas raízes, onde moram as pessoas que mais amamos, e partimos para um outro país, na maioria das vezes, motivados por nossos sonhos e por um profundo desejo de mudança, como no caso de Tris.

Na caminhada, nós conhecemos pessoas interessantes que vão compartilhar conosco desta fase nova, assim como Tris conheceu Christina, Will, Al e se apaixonou por Four, mas também vamos cruzar com os desafios, no caso dela, foi encarar os vilões Peter, Eric e Jeanine Matthews.

Vamos ter que lidar com a saudade da nossa família e amigos da vida, que costumavamos ver diariamente e por conta da distancia raramente vamos encontrar, e claro, teremos que nos adaptar a uma nova realidade, uma nova cultura. Precisamos aprender tambem a lidar com a “culpa” de estar longe dos nossos pais que estão envelhecendo e perder todas os momentos importantes da vida dos nossos amigos.

Mas o livro se inspira na vida real e mostra que através dos sacrifícios nós amadurecemos e temos a oportunidade de viver momentos inesquecíveis, realizar sonhos e ainda escrever uma grande história de amor.

É preciso de um pouco de coragem e ter um espírito aventureiro para reinventar a sua própria vida. Como Tris, é necessário ser Divergente, ou seja, ter um pouco de audácia, ser amigável e desprendido, não só como no meu caso morar fora do Brasil, mas para tomar qualquer atitude que vá levar você para longe de sua zona de conforto. Independente do amanhã, eu pessoalmente acho que vale a pena arriscar.

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Os livros de Veronica refletiram vários aspectos da minha jornada. Meu predileto é o segundo “Insurgente”, é um livro mais profundo, e conta mais os detalhes da vida de Four (Tobias) e os fantasmas de Tris. Já estou ansiosa pelo filme, que começará a ser rodado mês que vem e tem estreia prevista para o início de 2015.

Já “Convergente” esclarece varios pontos importantes da história e tem um final brilhante, emocionante, e tão real que surpreendeu muitos fãs. Mas para alegria de todos, a sua adaptação para a telona esta confirmada. E como outras sagas sera dividia em dois filmes, o que garante a presença de Tris e Four em nossas vidas ate 2017.

A adaptação do primeiro livro para o cinema ficou por conta do diretor Neil Burger. Os cenários são fantásticos, assim como as cenas de luta muito bem ensaiadas, destaque para a trilha sonora que é viciante, mas um dos pontos altos da trilogia é o romance de Tris e Four que é contado de uma forma bem diferente. Não existe triângulo amoroso e o relacionamento deles é focado na parceria, o que o torna a história mais verossímil. Sem contar que no filme a química entre Shai e Theo e inegável, o que nos aproxima ainda mais da história.

Fiquei com um vazio enorme ao terminar de ler a trilogia. Mas para a minha felicidade o filme ainda está em cartaz nos EUA. Já assisti 3 vezes no cinema, mas hoje vou novamente, afinal, não posso deixar de comemorar a estreia de “Divergente” nas telas brasileiras, não é?!

Tenho que ser parceira de vocês e desta vez, fiz a escolha certa, afinal a consequência e passar um pouco mais de duas horas na cia de Theo, Shai, ups, Tris e Four, alem de um elenco que e um colírio para os olhos: Ansel Elgort (como Caleb Prior), Jai Courtney (como Eric), Miles Teller (como Peter), e óbvio a incrível e super talentosa Kate Winslet (como Jeanine Matthews).

Programão para o feriadão de vocês. Aproveitem o cineminha e lembrem-se “A vida causa estragos em todos nós. Nós não podemos escapar disso. Mas podemos consertá-los. A gente se ajuda a dar a volta por cima.” – Tobias, em “Convergente’.

 

Agradecimento especial aos amigos do Divergente Brasil parceiros do HEA que nos cederam as entrevistas dos sortudos fãs de “Divergente” na premiére em Los Angeles.

ps

 

 

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