Frente a frente com “O.J. Simpson” e “Marcia Clark” no LA Film Festival

Uma das melhores séries na TV até o momento este ano foi sem dúvidas “O Povo contra O.J. Simpson”, que no Brasil foi transmitida pelo canal FX.

Os dez episódios retrataram o julgamento do ex-jogador O.J. Simpson, acusado pelo assassinato de sua esposa, Nicole Brown, e seu amigo Ronald Goldmaan, um dos crimes que entraram para a história dos EUA.

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Graças ao LA Film Festival, que aconteceu em Los Angeles no início de junho, eu tive a chance de rever o episódio Marcia, Marcia, Marcia, dirigido por Ryan Murphy (também produtor executivo da série) e conhecer quatro estrelas deste elenco brilhante: Cuba Gooding Jr, que interpretou o próprio O.J., Sarah Paulson, que deu vida a Marcia Clark, advogada de acusação, o ator Sterling K. Brown, que na série viveu seu assistente, Christopher Darden e Courtney B. Vance o advogado de defesa, um dos responsáveis pela absolvição de O.J..

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O bate-papo também contou com a participação dos produtores executivos da série Ryan Murphy, Brad Simpson, Nina Jacobson que contaram pra gente que foram questionados pelas emissoras de TV sobre quais os motivos que levariam o público a assistir um seriado que eles já conheciam o final da história, afinal todo o mundo acompanhou o drama deste julgamento como um verdadeiro “reality show” em 1995, inclusive eu e minha mãe. Lembro como se fosse hoje o dia que vimos na TV Globo a famosa fuga de O.J Simpson que fechou a Freeway 405, equivalente à Marginal Tietê em São Paulo, e a mais movimentada de LA.

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E Ryan, que lutou pela produção da série, acertou em cheio, foi um sucesso de audiência. Performances fantásticas, um roteiro pra lá de caprichado e uma direção digna de cinema fez de “American Crime: O Povo contra O.J. Simpson” um dos seriados mais aclamados pela crítica e público em 2016.

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Se você ainda não teve a oportunidade de assistir, eu indico uma super maratona, sem dúvidas. Até porque a série aborda questões que ainda são relevantes para a sociedade como as várias facetas do racismo, o preconceito contra as mulheres independentes e bem-sucedidas profissionalmente, e o poder da mídia de convencer a massa das verdades que lhe convém. É impressionante que a história aconteceu no início dos anos 90, mas continua mais atual que nunca.

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E para quem não acompanhou ao vivo o caso na época, como eu, vale a pena conhecer mais a fundo a história deste famoso crime, e saber mais sobre as origens da família Kardashian, pois Robert, o patriarca, além de amigo de O.J. e Nicole, foi um dos advogados de defesa do jogador, contra a vontade de sua já ex-mulher Kris, que sempre defendeu a ideia que O.J. era de fato o culpado. As então crianças Kim, Khloe, Kourtney e Rob Kardashian também fazem uma participação no seriado, que de fato é imperdível.

 

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