Eu fui algumas vezes assistir a gravação de programas do Jimmy Kimmel, em Hollywood. Vi Demi Deusa, Oprah e Jamie Dornan lá. Jimmy sempre foi muito simpático e interagiu bastante com a galera nas vezes que estive em seu show.
Mas isso tudo aconteceu na era Obama, quando o programa era mais divertido do que político. Mudou muito nos últimos anos, pois Jimmy é um ávido crítico da Trumplândia, o que eu acho pertinente.



Nesse clima, os roteiristas tiveram que se adaptar ao novo formato proposto por Jimmy, que faz a edição final dos roteiros e escolhe o que entra e o que sai, não só no seu monólogo, que abre o programa, mas nas esquetes e até na condução das entrevistas. Como disseram Molly McNearney, chefe dos roteiristas e produtora executiva, Danny Ricker, chefe dos roteiristas e co-produtor executivo, Gary Greenberg, roteirista e supervisor de produção e Josh Halloway, roteirista e supervisor de produção, no evento para promover o Jimmy Kimmel Show, que está na corrida para conquistar uma indicação ao Emmy.
O papo rolou no estúdio onde o programa é gravado. Fiz alguns registros dos bastidores, mas não foi permitido fotografar ou fazer vídeos do painel.
Molly, que é esposa de Jimmy, comentou que o programa ganhou um tom mais pessoal desde que Jimmy compartilhou em seu monólogo que Billy, o filho deles, nasceu com um problema cardíaco e se não tivesse sido prontamente atendido, não teria sobrevivido. Foi o depoimento de um pai emocionado, mais do que um apresentador de TV, que mudou o tom do programa pra sempre. O público se identificou e hoje espera de Jimmy sua opinião sincera sobre todos os assuntos, o que o apresentador faz questão de entregar.
Danny, Gary e Josh também compartilharam que o roteiro de um programa, começa com 40 páginas, que incluem sugestões de esquetes e um longo monólogo que, com as edições de Jimmy, terminam em 2 ou 3 páginas.
Também disseram que os convidados que apresentam o show nas férias e folgas de Kimmel contribuem muito com sua energia e com ideias para os episódios que participam.
E, todos concordam, que o segredo do sucesso é manter o programa o mais atual possível. Eles gravam à tarde o que vai ao ar à noite, e até o último minuto podem fazer alterações de acordo com o que está acontecendo no país, especialmente na Casa Branca.
A conversa foi interessante, mas o auge do evento pra mim foi ter a chance de sentar na cadeira do apresentador e tirar uma foto oficial.

Além disso, ainda saí de lá com um super e delicioso jantar do Joan’s on Third, um badalado café da cidade. O mais divertido foi que junto com a caixa do jantar, podíamos pegar quantas bananas quiséssemos em um container gigante na saída do teatro.
A banana é o símbolo perfeito do programa e representa bem como Jimmy se sente em relação ao governo atual. Achei criativo o mimo, além de ser minha fruta predileta.



Apesar de Kimmel não ter participado, curti o evento e, mais ainda, a comidinha saborosa, uma vantagem de participar da temporada de premiações. Sem contar que nada mais Hollywood é Aqui do que uma tarde nos bastidores do Jimmy Kimmel Show!