Rockefeller Center: Um tour pela história e estrutura deste cartão postal de Nova York

Eu sempre fui fã de história, especialmente a história das cidades onde morei ou aquelas que visito. Pra começar meu novo ano astral, com muito aprendizado, depois de brindar a virada com popstar martinis no Hotel Chelsea e dançar com a Dua Lipa, no Madison Square Garden, decidi fazer um tour bem completo (de 2 horas, aproximadamente) no Rockefeller Center, que incluiu não só o Observation Deck, de onde se tem uma das vistas mais bonitas de Manhattan, como também um passeio pelos prédios do complexo que é, na verdade, uma cidade com cep próprio, dentro da Ilha.

 

 

Foi um tour caro porque o grupo é pequeno e o guia é um expert, além disso, o pacote incluía também a entrada expressa (sem fila) para subir ao topo do prédio e as duas novas atrações: o Skylift e o The Beam, uma experiência que vou compartilhar com detalhes no post de quinta. Fiquem ligados.

Aqui vou contar como foi aprender a história do Rockefeller Center, que é famoso pelo seu suntuoso prédio principal, conhecido como 30 Rock que é seu endereço oficial e inspirou o sitcom, onde estão os estúdios da emissora NBC e são gravados vários programas como The Tonight Show com Jimmy Fallon e o Saturday Night Life, além, claro, onde é montada a árvore de Natal mais badalada dos EUA, que decora o rinque de patinação no inverno, transformado em um animado restaurante no verão. Tudo diante da estátua dourada de Prometeu, um titã da mitologia grega conhecido por roubar o fogo dos deuses para dar aos humanos, um ato que simboliza o conhecimento e o avanço da civilização. A praça é cercada de bandeiras de vários países do mundo, uma homenagem a todas as nações.

 

 

O que muita gente não sabe é que o Rockefeller Center, construído entre 1931 e 1940, é uma cidade com cep próprio, dentro de Manhattan. Quatorze prédios fazem parte do complexo, incluindo o Rádio City Music Hall.

 

 

Cheguei cedo para o tour e fui recebida em uma confortável sala por uma equipe muito simpática. Do 30 Rock, nosso pequeno grupo, eu e um casal de Minnessota, saiu a pé, acompanhado do nosso guia, que começou dando uma aula de história sobre o local e os belos painéis que decoram o exterior e interior dos prédios, incluindo o Rádio City, que tem esse nome porque quando os prédios foram construídos, os estúdios, ocupados hoje pelos programas da emissora de TV, NBC, foram inicialmente estúdios de estações de rádio.

A construção do Rockefeller Center aconteceu durante um dos piores períodos da economia estadunidense e foi importante porque gerou muitos empregos na época. Quem tocou o projeto foi John D Rockefeller Junior, herdeiro do patriarca Rockefeller, mas a mente brilhante por trás da obra foi a esposa de John, Abigail Greene Aldrich Rockefeller.

 

 

Abigail também nasceu em berço de ouro e era cultíssima, apaixonada por pinturas, esculturas, música, mitologia grega e jardinagem; foi ela que nos anos 30 contratou uma mulher, Hildreth Meière’s, que criou os painéis que representam a Dança, o Drama e a Música no topo do Rádio City Music Hall.

Além disso, foi de Abigail a ideia de criar jardins secretos suspensos nos prédios. Nesse tour, eu tive a chance de visitar o que fica no prédio que homenageia a França e tem uma bela vista da Saint Patrick Cathedral e da Quinta Avenida. O espaço é sensacional e pode ser alugado para festas e eventos.

 

 

Eu achei fascinante aprender o que motivou os idealizadores dos projetos a fazer o que fizeram, como fizeram, como os Rockefellers, por exemplo, que queriam recriar o requinte e a elegância das grandes cidades europeias como Paris e Londres, em NY, na década de 30.

 

 

Por isso, os prédios têm nomes de países europeus. As lojas de grife ficam embaixo do prédio da França e da Inglaterra que são separados por uma pequena fonte que representa o Canal da Mancha que separa os dois países.

 

 

Todos os painéis dos prédios celebram a importância das artes, da cultura, de como o conhecimento e e a sabedoria são pilares que combatem a ignorância, uma verdade ainda mais importante nesse momento que o ministério da Educação foi extinto nos EUA e que a extrema direita está restringindo o acesso à informação pelo mundo afora.

 

 

Em 1930, Abigail sabia da importância da Educação, do entretenimento e da liberdade de imprensa.

Nesse fantástico tour percebi que a mente brilhante por traz desse marco histórico de NYC foi uma a mulher, cuja importância foi ignorada pela história. Então hoje, vamos dar à Abigail Greene Aldrich Rockefeller o crédito que ela merece pela sua contribuição essencial ao Rockefeller Center, que é o que é por sua influência.

 

 

E depois da aula de história fui me aventurar nas novas atrações no topo do 30 Rock. Conto todos os detalhes no próximo post!

 

Deixo aqui o link do tour para quem, como eu, se interessa pela história desse marco de NYC:

 

 

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