“Sonhos de Trem” foi um dos primeiros filmes que assisti nessa temporada de premiações, em uma sessão exclusiva da Netflix em LA, e tocou muito meu coração por tratar, de forma sensível e bela, de assuntos humanos como família, luto e a imprevisibilidade da nossa existência, ressaltando como um momento pode mudar as nossas vidas, nos transformando em uma pessoa diferente do que éramos antes, sendo obrigada a recomeçar.



No filme, Robert Grainier (Joel Edgerton) é um dos muitos madeireiros responsáveis por construir e expandir ferrovias pelos Estados Unidos no início do século XX. Órfão desde muito jovem, Robert cresceu entre as florestas imponentes do Noroeste do Pacífico. Em um mundo que se transformava cada vez mais rápido durante o agitado século XX, por causa do árduo trabalho, Robert precisou passar longos períodos afastado de quem mais amava: sua esposa Gladys (Felicity Jones) e sua pequena filha. Quando uma tragédia sem precedentes atinge a família, ele precisa aceitar a derrota e se esforçar para relembrar os laços únicos de uma jornada que, ao mesmo tempo, é distinta, mas universal. Fonte: AdoroCinema

Pensei nesse filme durante muito tempo depois que saí do cinema. Uma obra linda de sentir e de ver. A fotografia é praticamente um personagem e ajuda a contar a narrativa, um trabalho primoroso do brasileiro Adolpho Veloso, indicado ao Oscar na categoria melhor fotografia. Adolpho rodou 90% do filme com luz natural e a fotografia chama tanta atenção que o brasileiro é o favorito para levar a estatueta.

Eu me identifiquei com vários momentos do filme e a maior lição é, na verdade, uma das minhas filosofias de vida: aproveite o presente, valorize cada momento, a gente não tem garantia de nada, viva intensamente, mergulhe nas oportunidades boas que a vida traz, se livre das mágoas e siga a caminhada com leveza.

Pode parecer clichê, mas, ao assistir “Sonhos de Trem”, eu reafirmei alguns conceitos e reavaliei alguns valores, me emocionei e me transformei. Indico e espero que esse filme também seja uma experiência inesquecível pra vocês.

E, vambora torcer pro nosso Adolpho que merece e muito esse Oscar!