Eu cresci ouvindo músicas e menções do lendário Hotel Chelsea em séries, filmes, livros. Toda vez que eu estava em NY e passava em frente ao prédio, que foi construído entre os anos de 1883 e 1884 e é tombado pelo patrimônio histórico como um marco de Manhattan e dos EUA, eu pensava nas loucuras que aconteceram ali, especialmente nos anos 70.





Ainda sonho em me hospedar no Hotel, que foi reformado e reinaugurado em 2022, mas tenho que fazer uma poupança pra isso, já que é caríssimo. Mas, dei o primeiro passo comemorando a virada do meu aniversário com um jantar no tradicional restaurante espanhol El Quijote e brindando a chegada dos 53 no badalado Bar do Lobby. Como nasci às 00h01min, faz parte da minha tradição começar a festa dia 17 de setembro e só parar dia 19 e, nada como martinis e um tour pela morada de escritores, pintores, atores, rockstars e muitos artistas, que residiram ali ao longo dos séculos, para começar o novo ano astral inspirada.
Janis Joplin e sua banda causaram tanto lá que foram proibidos de entrar no hotel, onde entre tantos dramas, viveu um rápido relacionamento com Leonard Cohen, que escreveu a música Chelsea Hotel #2 sobre o tórrido romance deles.


Se as paredes falassem, muitas histórias insanas seriam reveladas, até a morte de Nancy Spungen, namorada de Sid Vicious, integrante do Sex Pistols, seria esclarecida.
Mas, diante do impossível, a gente fica com as histórias contadas por quem viveu ali, como Patti Smith, que compartilhou no livro “Só Garotos”, os anos que morou com Robert Mapplethorpe no menor quarto do hotel.



A energia criativa das pessoas, que ultrapassavam todos os limites da sanidade e da sociedade, continua presente no hotel que hoje é frequentado por uma galera muito mais careta e comportada.
Os drinks são deliciosos, especialmente o martini rockstar, que faz jus ao nome. O atendimento é nota mil e eu fiquei me devendo uma happy hour no café, que visitei rapidinho dessa vez.



Achei fascinante que alguns dos moradores do tempo que o hotel era um prédio com contratos de aluguel de longo e curto prazo, com um preço bem popular e protegido (os aluguéis não podiam aumentar), ainda residem no local, já que os novos proprietários foram obrigados a honrar seus antigos contratos.
A região do Chelsea, que era a “meca das nights LGBTQIA+ mais badaladas do mundo, mudou muito. Esse privilegiado canto de Manhattan encareceu e encaretou, assim como NYC, que também é uma outra cidade pós gentrificação, que expulsou muita gente de lá por contas dos preços de moradia astronômicos e pelo fim das baladas.



Parte de mim queria ter vivido essa loucura nos anos 70, em NY. Tive um aperitivo nos anos 90, um tempo que ainda era muito divertido em Manhattan. Meu espírito fã de rock, de noites intermináveis e aventuras inesquecíveis, faz com que eu valorize lugares como o Hotel Chelsea, onde a história aconteceu e que me permite, ainda hoje, escrever parte da minha história celebrando a vida lá. Mais que uma locação, o hotel é um ícone da Ilha mais famosa do planeta.

Mas ouça mais de quem fez parte da história do Hotel Chelsea, veja aqui o papo da rockstar com Dua, a rainha do pop e saiba o orque o livro de Patti Smith é imperdível:

Saiba mais sobre o Hotel Chelsea, essa propaganda gratuita eu faço com prazer:
