FYC TV Fest: Variety promove painéis para séries e documentários na corrida ao Emmy Awards

Eu já tinha prestigiado edições anteriores do FYC TV Fest promovido pela Variety. Em 2026, diferente de outros anos, o evento foi apenas uma manhã, no hotel Edition, pertinho da minha casa.

Fomos recebidos com um café da manhã, seguido de alguns painéis, que contaram com a presença de atores, produtores executivos e outros talentos, que trabalham atrás das câmeras e estão na corrida por uma indicação ao Emmy Awards.

 

 

O FYC TV Fest terminou com um almoço servido em caixas recicláveis, que podíamos levar pra casa. Não foi tão glamouroso, como era no passado, mas foi divertido encontrar com atores e profissionais que admiro e que estão pode trás de séries que eu acompanho.

Compartilho meus momentos favoritos, que incluem o papo com os talentos das séries “Best Medicine” e “Matlock”, da minissérie “Love Story: John F. Kennedy Jr. & Carolyn Bessette”, e dos documentários, “Lost Women of Alaska” e “Selena y Los Dinos: A Family Legacy”. Além da homenagem a Quinta Brunson, a mente brilhante que criou “Abbott Elementary” que recebeu o prêmio Mary Tyler Moore Visionary Award.

 

 

No painel de “Best Medicine”, uma releitura estadunidense da produção britânica “Doc Martin”, Josh Charles, que interpreta o Dr. Martin Best, e é um dos produtores executivos, falou da importância de manter o alto astral no set, especialmente porque é uma série de canal aberto, com muitos episódios e longas horas de trabalho. Também enfatizou o prazer de trabalhar com o ator Martin Clunes, o protagonista de “Doc Martin”, que em “Best Medicine” aparece como Robert, o pai de Martin.

 

 

O painel de “Matlock”, que é um aclamado reboot de drama jurídico da clássica série de 1986, foi hilário, graças à presença de Jason Ritter e Skye P. Marshall, que na série interpretam o ex-casal, Julian e Olympia. Os atores são grandes amigos e afirmaram que, muitas vezes, não seguram o riso durante as gravações, mesmo em algumas cenas pra lá de dramáticas.

 

 

Mas confesso que especial mesmo foi ficar frente a frente com as atrizes, produtoras e diretoras maravilhosas como Constance Zimmer, no painel da minissérie “Love Story: John F. Kennedy Jr. & Carolyn Bessette”, que narra o romance avassalador e o casamento de conto de fadas de John & Carolyn. Constance está incrível como a mãe de Carolyn, Ann Messina Freeman e, na minha opinião, protagoniza uma das melhores cenas de toda a minissérie.

 

 

Foi incrível também ouvir Octavia Spencer e Christina Douglas, no painel do documentário “Lost Women of Alaska”, que aborda a crise das Mulheres Indígenas Desaparecidas e Assassinadas (MMIW), e discute a conscientização sobre a violência desproporcional contra mulheres nativas.

Octavia é a narradora e produtora executiva do doc. Christina, que também é uma mulher indígena, também é produtora executiva e destacou seus vínculos pessoais e seu compromisso de longa data com a questão. “A vida toda eu quis levar histórias indígenas para as telas”, disse Douglas, que cresceu na reserva Shinnecock em Southampton, Nova York. “E, com minha experiência no gênero “true crime”, pensei: “Posso realmente usar minha plataforma para falar sobre esses casos e promover a conscientização a respeito deles”.

 

 

Eu assisti, me emocionei e acredito que esse é um daqueles documentários necessários para chamar a atenção das autoridades e mostrar ao mundo o que está acontecendo com as mulheres no Alasca. Além disso, como disse Christina, foi importante receber o feedback do povo local: “Ver os moradores de Anchorage, no Alasca, dizendo – ‘sinto-me visto. É a minha história que está sendo contada’ – foi a maior recompensa como produtora. Não se trata do Alasca como a grande fronteira da aventura. É sobre como é estar nas ruas de Anchorage. É a experiência local”.

 

 

Isabel Castro, diretora de “Selena y Los Dinos”, o primeiro documentário autorizado e feito diretamente com a família Quintanilla, falou sobre sua relação com a família de Selena e como foi interessante conhecer a trajetória da cantora pelo olhar daqueles que eram realmente próximos dela. “Já foram feitos filmes e outros documentários sobre a Selena, mas nunca com o envolvimento da família que, pra mim, é o grande diferencial desse projeto. Eles foram muito generosos comigo e disponibilizaram fotos e vídeos inéditos, além de terem contribuído com depoimentos e histórias que nunca tinham sido contadas antes. Me fizeram sentir parte da família. Foi muito especial”.

 

 

A agradável manhã terminou com Quinta Brunson recebendo o prêmio Mary Tyler Moore Visionary Award deste ano, entregue pelo marido da saudosa Mary Tyler Moore, o Dr. S. Robert Levine, que fez um belo discurso.

“Com Quinta, não temos apenas uma inovadora brilhante, gentil e corajosa — vencedora de prêmios e atuante como atriz, comediante, dançarina, cantora e escritora —; estamos elevando o patamar, equiparando-a ao papel de Mary como uma mulher criativa que impulsionou mudanças no mundo da produção televisiva. Quinta foi além do que Mary sequer teria ousado tentar. O sucesso de Quinta está profundamente enraizado em seu talento excepcional, ética de trabalho, elegância e na prática de uma verdadeira colaboração criativa.”

 

 

Abaixo está o link com os painéis completos desse dia inesquecível pra minha alma viciada em seriado.

 

 

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