Baú de seriados: Friends e Lost, O vício que ainda habita no coração de todos!

Friends

Por Luan Menezes

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Todo mundo que assiste séries já ouviu falar de “Friends”. Para alguns uma Sitcom normal, para outros (como eu), a melhor séries de todos os tempos, não estou comparando com outros sucessos como “Homeland”, “Breaking Bad” e tantos outros sucessos, mas “Friends” conseguiu me prender do início ao fim, infelizmente não tive o prazer de acompanhar a série desde 1994, afinal quando a série começou eu estava nos meus poucos meses de vida, e quando a série chegou ao final eu tinha apenas nove, a primeira vez que assisti “Friends” eu tinha 14 anos, e depois disso nunca mais parei, sempre que posso acompanho aquelas reprises que me deixam com aquela saudade tremenda. Para você que ainda não acompanhou a série ou até mesmo está curioso, aqui vai:

“Friends” é uma sitcom americana, criada por David Crane e Marta Kauffman, a série durou 10 temporadas, e até hoje é bem assistida pelo mundo todo, com reprises que superam em audiência muitas séries novas… Nos EUA, era transmitida pela NBC e teve 236 episódios, a emissora se surpreendeu com os grandes índices de audiências logo no piloto e investiu nessa incrível jornada por mais 10 temporadas. A série conta a história de seis amigos que o destino uniu, cada um com estilo diferente e com histórias diferentes, o grande valor que eu comecei a dar à série foi por causa dessas histórias se conectarem de forma simples, surpreendente, hilária e emocionante.

É muito difícil falar de “Friends”, foram tantas risadas, tantas emoções, que sentar e parar para escrever esse texto foi muito emocionante e ao mesmo tempo complicado, pois são muitas lembranças e histórias, cada episódio que assisti foi ‘linkado’ a um momento da minha vida naquela época, apesar de eu ser uma pessoa nova, conseguir ver em “Friends” o que ainda não consigo ver em outras Sitcons, aquela emoção, aquela paixão pela série, tanto dos fãs como também do elenco, a música de abertura que relembra tanta coisa até hoje está no meu celular (I’ll Be There For You).

A série nos mostrava como era o cotidiano daqueles seis jovens, o início foi marcado pela mudança de Rachel para o apartamento de Mônica. Durante a primeira temporada a cada episódio íamos descobrindo e nos divertindo com as histórias mais loucas e engraçadas, como esquecer Ross tentando se declarar para Rachel, as constantes piadinhas e as ideias mais engraçadas para conquistá-la.

E “Friends” caminhou sempre neste formato por 10 temporadas, a grande mudança ocorreu na terceira temporada quando percebemos o formato definido de série, com histórias um pouco mais longas e o plot ao redor de todos começou a crescer, o que garantiu ainda mais o sucesso da série. Durante muito tempo acompanhamos o relacionamento de Ross e Rachel, entre idas e vindas eles sempre estavam ali juntos, até mesmo quando o ex-marido de Rachel aparece, nos divertimos sempre.

O FIM foi o que eu esperava, o que o elenco esperava e foi um dos melhores finales que eu já vi. A última cena é um rápido tour pelo apartamento vazio, seis chaves do apartamento, uma de cada personagem e um close fechando em cima da moldura amarela do “olho-mágico” da porta, o símbolo mais emblemático da série. Aí foi choro, depressão, “o que eu vou fazer da minha vida sem os melhores episódios de ação de graças da televisão?”, “como vou sobreviver?”. Bom, estou vivo até hoje, sinal de que consegui… Quando comecei a escrever esse texto tive um pouco de dificuldade, pois, não queria contar muitos spoilers, queria mesmo contar como uma série tão simples como esta, conseguiu ser um sucesso mundial e que todo mundo já viu ou pelo menos ouviu falar. Um dos momentos mais emocionantes desse texto foi quando eu estava fazendo a pesquisa de alguns dados da série e me deparo com a data que foi ao ar o Séries Finale de “Friends”, descobri que o dia (06/05/2004) é o mesmo do meu aniversário.

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Lost

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Por Robertha Viana, baseado no texto do Carlos Antonio Fragoso Guimarães.

“Lost” foi, certamente, uma das séries mais instigantes e complexas, senão a mais, das tantas já produzidas na TV americana. Com um misto de aventura, drama, noções de filosofia, mistérios, mergulho nos símbolos arquetípicos e muitas referências míticas, a série chegou ao seu final no dia 23 de maio de 2010.

Foram seis anos de histórias envolventes, pistas que levavam à diferentes direções, jogos mentais sobre questões científicas e filosóficas que envolveram milhões de pessoas ao redor do mundo, em um nível psicológico que talvez nem elas mesmas tivessem consciência, mas que vivenciaram no fato de terem se apaixonado pela série e terem acompanhando esses seis anos como se buscassem por si mesmas, descobrir o que poderia estar por vir em cada novo episódio.

Ainda que a grande complexidade crescente da trama, que inevitavelmente acabaria por deixar várias perguntas sem respostas, em um risco calculado para manter a série no ar por seis anos, levasse a um final que, para vários, deixou certa decepção no ar, grande parte do sucesso da série está em que muitos dos pontos em “Lost” tocavam em assuntos que eram atuais, e para o próprio autor “Lost era uma série sobre pessoas e relacionamentos”, a maioria difíceis, convivência e sobrevivência.

Querendo ou não, “Lost” foi um marco na TV, mesmo para quem nunca assistiu, duvido que nunca tenha ouvido falar sobre algum personagem, alguma referência, quem não conhece Jack, Kate e Hurley? Seus personagens foram marcantes, sua estrutura de série é comparada até hoje, e suas referências estão espalhadas por todos os lados, em filmes, séries e livros. Até hoje causa discussões sobre o seu “polêmico” final e desperta curiosidade em quem não viu e amor ou ódio em quem assistiu.

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“Parece que foi ontem que recebi indicação de uma amiga para assistir “Lost”, sendo que na época estava passando exatamente o Season Finale da 3° temporada e eu já tinha ouvido falar da série, já que todos falavam de sua complexidade e de sua trama incrível. Assisti o episódio de boa e fui pesquisar e descobri que tinha que assistir as temporadas anteriores. Desafio aceito! Assisti ao piloto incrível, achei que seria apenas o tema de sobrevivência numa ilha e recebi um belo tapa na cara. Série épica do começo ao fim, personagens construídos com um cuidado perfeito, elementos do passado/presente/futuro se interligando com estes personagens e os mistérios que fizeram minha mente explodir na parede. J.J Abrams soube muito bem revolucionar a história da TV com “Lost” e que ficará para sempre em nossos corações. Agora me encontro novamente na Ilha revendo todos os conflitos e o melhor debate que a série pode proporcionar: Fé x Ciência” – Tássio Luan Colunista do VSA – OFICIAL.

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