Expectativa X Realidade: Adaptação da sagas para as telonas

Muita gente me perguntou se eu gostei do filme “Convergente”, e eu adorei até porque um filme em que Theo James domina a tela é impossível de não gostar!

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Mas alguns fãs da saga “Divergente” me falaram que não curtiram mesmo devido às mudanças feitas na história baseada no livro do mesmo nome. Eu como fiz curso de roteiro sempre defendo a tese que um filme é baseado na história do livro e tem que ser adaptado por ser tratar de uma mídia completamente diferente. Inclusive já publicamos um artigo explicando como é importante e necessária que algumas alterações sejam feitas realmente para o roteiro fluir. Confiram:

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Na verdade, o que eu não gostei mesmo foi que a Lionsgate insistiu em dividir os livros “A Esperança” e “Convergente” em dois filmes. Lembro que na época, Shai, que interpreta a nossa Tris, ficou surpresa com a notícia, já que o livro é forte o suficiente para ser adaptado para a telona, isso sem dúvidas, mas jamais se desdobraria em dois filmes de 120 minutos sem não só adaptar, mas alterar a história, como os produtores tiveram que fazer. Confesso que lá atrás sim fiquei chateada quando soube disso, pois eu sabia que isso acarretaria mudanças profundas e desnecessárias se o estúdio, ao invés de deixar os números e a obsessão por lucro falarem mais alto, fosse mais fiel ao material que tinham nas mãos, a bilheteria seria bem melhor do que foi nos EUA e pelo mundo afora.

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“A Esperança” é um livro espetacular, não só bem escrito, mas o arco da personagem Katniss é sem dúvidas brilhante. Assim como “Convergente” também é fantástico. É claro que a interpretação tanto de Shailene Woodley como de Jennifer Lawrence nos deixou boquiabertos. Mas da mesmo forma que aconteceu com a obra de Veronica Roth, eu particularmente acho que a saga “Jogos Vorazes” também ganharia muito, mas muito mais se não tivessem dividido o último livro em dois filmes intitulados “A Esperança” parte 1 e 2. Com o agravante que o lançamento dos mesmos foi com pelo menos 1 ano (no caso de “Convergente” será 1 ano e meio) de diferença.

Eu tenho plena noção de que o estúdio tomou essa decisão baseado no absoluto sucesso de público e bilheteria de “Harry Potter” e da saga “Crepúsculo”. Mas devemos notar que os livros do “Harry Potter” são do gênero fantasia e tem material de sobra, enquanto o “Twilight” tinha um episódio marcante como o casamento e o nascimento da filha do casal central. Ainda assim, adaptações foram feitas no último filme, o que não impactou na bilheteria, mas desagradou alguns fãs.

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No caso das “Distopias” o impacto foi grande na bilheteria mesmo, tanto os dois últimos filmes da saga “Jogos Vorazes”, como o último da saga “Divergente” ficaram bem mais atrás da expectativa do estúdio, que pelo que saiu na mídia especializada nos EUA, finalmente aprendeu que não funciona transformar 1 livro em 2 filmes, e se por ventura resolverem investir em outra obra do mesmo gênero, provavelmente não vão repetir este que e um erro crucial.

De qualquer forma, o lado bom para nós fãs é que teremos a oportunidade de reencontrar os personagens que tanto amamos da saga “Divergente” em junho do próximo ano quando estreia “Ascendente”, e assim como aconteceu em “Jogos Vorazes” teremos o prazer de assistir mais entrevistas divertidas de Shai, Theo, Miles, Zoe, Ansel e Nadia que voltarão para reprisar seus personagens, como Jen, Josh e Liam fizeram, e só por isso já vale a espera e vale também perdoar o estúdio pelos descuido com essas obras-primas. Pronto falei! E agora tô mais leve e posso rever “Divergente”, meu predileto da saga de Tris e Four até agora, e “Em Chamas”, o meu favorito da deusa Katniss em paz!

Trailer A Esperança- Parte 1

 

 

Trailer A Esperança – Parte 2

 

 

Trailer Convergente

 

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