Eu nunca tinha assistido um musical da Broadway em Los Angeles. Como tive o privilégio de morar e visito Nova York com frequência, sempre que posso, vejo musicais na Times Square.
Mas, esse ano, resolvi experienciar um musical da Broadway no histórico Pantages Theater, construído em 1930, que é um exemplo da arquitetura Art Deco, no coração de Hollywood.





A última vez única vez que eu tinha ido ao belíssimo teatro, foi no show do Jonas Brothers, em 2012, e já tinha passado da hora de fazer uma nova visita.
Daí, uni o útil ao agradável e fui assistir “Suffs”, o musical da Broadway vencedor do Prêmio Tony, que narra o movimento sufragista, contando a história das mulheres estadunidenses que lutaram pelo direito ao voto, entre os anos de 1913 a 1920.

Eu já era familiarizada com o movimento, mas conheci melhor a história graças ao musical, escrito, dirigido, estrelado, e produzido por mulheres, que nos dá uma aula com a Marcha Sufragista, em Washington DC, em 1913. Aborda também as complexidades internas do movimento e os desafios que as sufragistas enfrentaram, inclusive conflitos entre elas, refletindo a evolução das discussões históricas sobre o tema. Afinal, importante destacar que as Sufragistas conseguiram o direto ao voto para as mulheres brancas apenas. Foi um avanço, sem dúvidas, porém, mulheres pretas, latinas e indígenas ainda levaram décadas para conquistar o direito de voto nos EUA.


“Suffs” é uma história sobre os direitos das mulheres e o direito ao voto, e também de racismo e sexismo, oportunismo político e obrigação moral. Essa é uma história inspiradora que mostra como os cidadãos podem trabalhar para promover mudanças; por que protestar é patriótico e constitucional, informação que é mais relevante do que nunca no momento que vivemos no país.

Eu adorei o musical que, depois de sua temporada na Broadway, está viajando o país. Algumas atrizes do elenco original seguem brilhando no palco.
Como o movimento sufragista, em si, o espetáculo deixa a desejar um pouco na representatividade das mulheres pretas, latinas e indígenas porque sim, a conquista das sufragistas foi celebrada como deveria, mas creio que a continuidade da luta daquelas que não conseguiram o direito ao voto deveria ter sido abordada de forma mais específica.

De qualquer forma, é um belo exemplo de exercício da cidadania, como disse a criadora do musical, Shaina Taub, que estava presente na noite que fui ao Pantagens e subiu ao palco para agradecer ao público Angeleno que prestigiou o musical, que é também um símbolo da luta continua pela democracia.

Foi uma noite especial que marcou a minha estreia na “Broadway” hollywoodiana e meu retorno ao histórico Pantages Theater!

Saiba mais sobre o musical:

Conheça as sufragistas que lideraram o movimento nos EUA:

Curiosidades sobre o Pantages Theater que é um programão por si só:
O Pantages tornou-se um dos maiores marcos de Hollywood, simbolizando tanto o passado glorioso quanto o futuro promissor da capital mundial do entretenimento. O Hollywood Pantages tem uma história tão grandiosa e diversificada quanto os espetáculos teatrais e cinematográficos que atraem o público há meio século. Hoje em dia, é um dos principais teatros de Los Angeles (as cinco semanas de maior bilheteria da história teatral de Los Angeles foram todas em cartaz no Pantages) e uma popular locação usada em programas de TV, filmes e videoclipes. No passado, também funcionou como cinema, com apresentações de vaudeville ao vivo entre os filmes, além de ter sido palco de muitas estreias de gala e eventos espetaculares. Durante dez anos, o Hollywood Pantages Theatre foi também o teatro da glamorosa cerimônia de entrega do Oscar.





Vale a visita nesse que também é um ponto turístico de Los Angeles:
