No clima de uma Secretária de Futuro pegamos o ferry de Staten Island

Em 1988, no auge da minha adolescência, em um cinema na Tijuca, eu vi Melanie Griffith, antes de dar a luz a Dakota Johnson, atravessar o ferry de Staten Island até Manhattan, onde sua personagem, Tess McGill trabalhava no filme “Uma Secretária de Futuro”.

 

 

Até então, eu nunca tinha ido a Nova York, mas eu lembro até hoje do impacto que aquela travessia de Tess,ao som da música “Let the River Run”, de Carly Simon, que ganhou o Oscar de melhor canção original, me causou.

 

 

Fiquei obcecada pelo filme e para conhecer NY, sonho que realizei no ano seguinte.

Dramática como sempre fui, eu já tinha comprado o disco de vinil da trilha sonora do filme e tratei de gravar uma fita cassette com a música tema, para escutar no meu Walkman quando chegasse a NYC.

E, me sentindo a própria atriz de cinema, eu ouvi a trilha quando peguei aquele mesmo ferry e me deparei com aquela vista extraordinária de Manhattan pela primeira vez.

 

 

O ferry é gratuito e, na verdade, serve como meio de transporte para a população de Staten Island que trabalha em NYC. A travessia de aproximadamente 25 minutos é de tirar o fôlego. Os cariocas podem comparar a jornada com a travessia da barca Rio/ Niterói, que também tem um visual muito espetacular.

 

 

Aliás, quem visita a Estátua da Liberdade também tem a possibilidade de admirar o mesmo visual, mas o passeio (que eu também já fiz algumas vezes e por mais turístico que seja, acho que vale a pena), é pago.

Nesses últimos 37 anos, depois da minha primeira visita a NY, eu já morei lá, e visitei a cidade incontáveis vezes, mas há muitos anos eu não andava no ferry, que marcou tanto minha primeira visita e minha relação com NY.

 

 

Quando estive lá pra celebrar meu aniversário, em setembro, no show da Dua Lipa, eu aproveitei para matar a saudade do passeio e de Staten Island, onde fica o restaurante Enoteca Maria, que inspirou o filme “Nonna’s”, que fez o maior sucesso na Netflix.

Minha amiga Mariana Bevenello, não só mora em NY, como participou da equipe de edição do filme, e ela topou me acompanhar na aventura que incluía uma tentativa de conseguir uma mesa pra almoçar no badalado restaurante (graças ao filme a demanda de reservas do restaurante aumentou muito e não tinha como reservar antecipadamente). Tínhamos que arriscar mesmo.

 

 

O dia lindo, com céu azul e uma temperatura pra lá de agradável foi o cenário perfeito para atravessar o Hudson River na tentativa de conhecer a Enoteca Maria, na pior das hipóteses, a gente podia não conseguir almoçar no restaurante, mas valeria o passeio no ferry.

 

 

 

Felizmente, conseguimos um encaixe e nos esbaldamos saboreando a comidinha das “Nonna’s”; foi uma experiência incrível que merece um post exclusivo que será publicado no sábado.

Confesso que o mais emocionante pra adolescente que ainda mora no meu corpo de 53 foi mesmo a travessia de ferry, digna de Tess, em “Uma Secretária de Futuro”.

 

 

Foi também um passeio pelas minhas doces memórias. Eu lembrei de estar no cinema na Tijuca vendo aquele visual na tela, lembrei como sonhei em estar ali, lembrei do dia que realizei o sonho com meus pais e meu irmão, lembrei da música da Carly Simon, que ainda hoje escuto com frequência.

Foi como se eu tivesse assistindo um filme da minha própria vida. Me deu uma saudade das Torres Gêmeas, dos meus pais, do meu irmão e do filme, que eu também assisto uma vez por ano, até hoje.

Enquanto meu passado feliz vive dentro de mim, tenho o privilégio de escrever novas memórias no presente, como esse passeio mágico em setembro, com a Mari, que compartilho aqui.

 

Se você nunca assistiu “Uma Secretária de Futuro”, fica a dica, e se já é fã, quem sabe bate aquela vontade de rever esse clássico:

 

 

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