“Sex Education” é o tema do bloco de Carnaval dos viciados em seriados

Verdade seja dita, eu amo todas as séries que envolvem adolescentes e high school, mas devo admitir que muitas são cheias de clichês e seus roteiros navegam na mesmice, com atuações de qualidade bem questionáveis.

Mas eu acredito que “Sex Education” veio mudar a forma como se fazem seriados centrados em jovens e que abordam temas pertinentes a essa faixa etária. Aliás, arrisco dizer que a serie britânica da Neflix é um dos melhores seriados, incluindo todos os gêneros, que assisti nos últimos anos.

Em “Sex Education”, Otis (Asa Butterfield) é um adolescente socialmente inapto que vive com sua mãe, uma terapista sexual. Apesar de não ter perdido a virgindade ainda, ele é uma espécie de especialista em sexo. Junto com Maeve, uma colega de classe rebelde, ele resolve montar sua própria clínica de saúde sexual para ajudar outros estudantes da escola. Fonte: http://www.adorocinema.com/series/serie-23024/

A série é emocionante, sem ser piegas, divertida, sem ser boba; trata de forma cômica assuntos dramáticos, como de fato acontecem na vida real. Todo desafio tem um lado engraçado, assim como toda piada tem um certo drama.

O roteiro é super criativo e os episódios abordam, de forma inteligente e sagaz, todos os assuntos relevantes ao universo da “high school”: orientação sexual, bullying, aborto, empoderamento feminino, o primeiro amor, a primeira relação sexual, a importância dos amigos, a arte de perdoar, baixa auto-estima. Sem contar que mostra as diferentes personalidades dos pais de cada personagem (os controladores, os liberais, os inconsequentes) e as consequências de cada tipo de criação na vida de seus filhos. Apresentando as relações familiares, entre amigos e amorosas como eu nunca tinha visto antes numa série adolescente.

A produção é espetacular, as locações são belíssimas e os atores dão um show de interpretação. Não tem um diálogo ou uma cena que não seja extremamente necessária e não tenham sido muito bem dirigida e escrita. Vivendo nos EUA há 10 anos, eu posso garantir que os americanos não produziriam um seriado para jovens com piadas e situações tão sarcásticas como os britânicos fizeram em “Sex Education”, mas é justamente aí que está o brilhantismo da série.

E o melhor é que não só os jovens se identificam com os dramas e questionamentos vividos pelos personagens. Todos nós já passamos por dias bons e ruins na nossa adolescência ou mesmo na vida adulta e vamos revivê-los, de certa forma, enquanto maratonamos a série. Isso aconteceu comigo diversas vezes e me peguei aos prantos e às gargalhadas em diversos momentos, às vezes, no mesmo episódio.

Isso sem contar que como disse um amigo meu, eu realmente tenho muito em comum com a personagem a terapeuta sexual, Dr. Jean F. Milburn, interpretada pela genial Gillian Anderson. Graças a Deus que eu não tive filhos, pois, certamente, os teria enlouquecido da mesma forma que ela faz com Otis.

A série tem oito episódios, cada um com 1 hora de duração. Mas garanto que o tempo voa e quando a primeira temporada acaba deixa um gostinho de quero mais. A ótima notícia é que a Netflix já renovou a série e a segunda temporada entra em produção em breve. Agora, enquanto eu aguardo, vou rever todos os episódios, porque essa é uma daquelas que é impossível ver uma vez só! Alguém concorda?

Trailer:

 

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