Sony faz super festa para promover suas séries na corrida ao Emmy Awards

O estúdio da Sony, em Culver City, não oferece tours, como o da Warner e da Paramount. Todas as vezes que fui lá foi em evento de trabalho.

Não perco uma oportunidade, até porque é um dos estúdios mais antigos de Los Angeles. Originalmente era o MGM (aquele do Leão) e muitos filmes clássicos foram rodados lá. Até hoje é um marco de Hollywood. A gente vê de longe seu arco-íris o ano inteiro, mas no mês de junho, quando celebramos a comunidade LGBTQIA+ se torna ainda mais especial.

 

 

Esse ano a Sony resolveu fazer o evento para promover suas séries, que estão na corrida para receberem uma indicação ao Emmy Awards, com uma festa de arromba dentro do estúdio. Teve banda, exibição de figurinos, comidinhas deliciosas, bebida liberada, distribuição de brindes incríveis, que incluía boné das séries personalizado, livros que inspiraram os seriados e enviar cartões postais para os amigos.

 

 

Os painéis foram no tradicional cinema do estúdio e alguns produtores, roteiristas, dublês de seriados como “The Last of Us”, “Dark Matter”, “Cobra Kai”, “Doc”, curtiram a festa atendendo aos fãs.

 

 

 

O evento foi animadíssimo. Tomei vários drinks e ainda me deliciei com hambúrguer, milkshake e batata frita no food truck que oferecia aquele super lanche pra galera saborear depois de beber. Perfeição define.

 

 

O que mais curti foram os cartões postais que a gente podia escrever e colocar na caixa de correio que a própria Sony se encarregaria de enviar para o endereço que escolhêssemos. Achei a ideia fantástica e enviei para um casal de amigos em Nova York, que confirmou o recebimento e adorou o mimo.

 

 

Que a Sony produz séries muito bem-sucedidas e festa memoráveis, isso é inegável. Mas eu fiquei impressionada com a falta absoluta de diversidade nos grupos de produtores, diretores e atores que participaram dos painéis. Não estou tirando o mérito de ninguém, todos os artistas são extremamente talentosos (inclusive sou fã de vários deles). Mas, nos dias atuais, realizar um evento desse porte onde todos os participantes são brancos, sendo a maioria avassaladora homens, chega a ser deselegante. Os painéis foram um retrato da Hollywood dos anos 50. Um retrocesso tão grande que me deixou tão desconfortável que resolvi não publicar o material do painel.

O entretenimento tem o poder de inspirar, educar e transformar a sociedade. Por isso, a diversidade é tão fundamental nessa indústria. Por mais geniais que os seriados produzidos pela Sony sejam, a falta de diversidade é um problema sério, especialmente no momento político que vivemos nos EUA e pelo mundo afora.

 

 

De novo, parabenizo todos os criadores e atores pelo seu sucesso e seus projetos brilhantes, mas o estúdio deve repensar sua estratégia de marketing e investir em mais projetos liderados por mulheres, por pretos, latinos, muçulmanos e indígenas.

 

 

Enfim, nota 10 pra festa e 0 para a falta de diversidade atrás e na frente das câmeras, nos projetos da Sony, que estão na corrida do Emmy esse ano.

 

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