Há muitos anos, um dia brincando, meu irmão me disse que Nova York e Los Angeles não ficavam nos Estados Unidos; segundo sua teoria, as duas cidades são quase países diferentes, por serem multiculturais e celebrarem a diversidade, embora carreguem características do seu território oficial.
Tenho que concordar com ele que as minhas duas cidades favoritas nos EUA, onde morei e moro, são centros cosmopolitas que têm mais diversidade do que a maioria dos estados aqui.





Esse fato está mais evidente do que nunca agora, com o retrocesso que estamos vivendo na Trumplândia.
Mas, fato que NYC é a minha maior fonte de inspiração. A selva de concreto com parques que são verdadeiros oásis, onde ouvimos o cantos dos pássaros mais alto que as sirenes de bombeiro, é famosa por ser um fervo cultural, especialmente para quem curte teatro.






Desde que saí de NY e voltei pra LA, eu procuro ir à Ilha sempre que posso para visitar os amigos, matar as saudades de caminhar a pé pelas ruas e andar de metrô além, lógico, curtir os bares, restaurantes, ir ao teatro e fazer madrugas dignas das nights cariocas. Lembrando que, enquanto em LA os bares fecham às 2am, em NY ficam abertos até as 4am, o que muda tudo pra minha alma boêmia.
Na minha última visita à The City, coloquei o papo em dia com amigos de vários grupos e tive a alegria de prestigiar um evento em homenagem a Lin-Manuel Miranda, que contou com a presença de vários atores do elenco original de “Into The Heights”, “Hamilton”, as meninas de Warriors e outros muitos talentos que fazem parte da trajetória desse gênio. Vou contar todos os detalhes na série de matérias do meu diário de viagem.
No primeiro capítulo, mostro meu rolê por alguns dos meus cantos prediletos em Manhattan, apesar de ter morado lá, eu gosto mesmo é de vestir a camisa de turista e aproveitar a cidade, como eu também fazia no Rio de Janeiro, onde cresci e em LA, onde moro hoje.







Nada mais turista do que o Central Park e a Broadway, então é pra lá que fui pra sentir o espírito de NYC.
Meu irmão tem razão, a diversidade é tanta que realmente nos dá a sensação de não estarmos nos EUA, o que atualmente é um alívio, embora a realidade bata na porta e as notícias nos lembrem o que anda acontecendo no país, me dei de presente esses momentos de férias da realidade e vivi o sonho como se estivesse no cinema. Foi lindo assim…




