Deu Brasil no Spirit Awards. Não só “O Agente Secreto” ganhou melhor filme internacional como, em um momento inédito do nosso cinema em Hollywood, um brasileiro, Wagner Moura, entrega a estatueta para outro brasileiro, Adolpho Veloso, que ganhou na categoria melhor fotografia pelo seu trabalho em “Sonhos de Trem”.





Eu estava assistindo a cerimônia com uma amiga brasileira em uma festa regada a quitutes e drinks, no “QG” do Film Independent, que é pertinho da minha casa. Vibramos e brindamos ao ver o cinema e profissionais brasileiros serem prestigiados nessa premiação que é uma das minhas favoritas.
Eu tenho muito orgulho de ser membro do Film Independent, organização que promove filmes e séries independentes, ou seja, de baixo orçamento, honrando veteranos e novos talentos com eventos incríveis o ano inteiro.
Como membro, eu tenho o privilégio de votar no Spirit Awards, que adotou categorias de atuação sem gênero (neutras) em 2023, eliminando as distinções entre “ator” e “atriz”, o que eu acho sensacional.



As categorias principais agora são Melhor Performance Principal (Best Lead Performance), Melhor Performance Coadjuvante (Best Supporting Performance) e Melhor Performance Revelação (Best Breakthrough Performance), tanto para cinema quanto para televisão, cada uma com 10 indicados.
Além disso, é uma das premiações que mais celebram a diversidade na indústria do entretenimento. Só felicidade para meu coração cinéfilo, viciado em seriado e latino.
Além de “O Agente Secreto” e Adolpho, alguns dos meus prediletos também levaram estatuetas. Entre os filmes, “Sorry Baby”, que eu amei, levou roteiro e Naomi Ackie também ganhou na categoria melhor performance coadjuvante pelo filme. Rose Byrne levou, merecidamente, na categoria melhor performance principal, por “If I Had Legs I’d Kick You”, Sonhos de Trem ganhou melhor filme e diretor, assim como Adolescência dominou as categorias de televisão, ganhando inclusive melhor série.

Inclusive, destaco e indico o filme porto-riquenho “Esta Isla”, vencedor do prêmio especial John Cassavetes Award (Melhor filme feito com menos de US$ 1 milhão), dirigido por duas cineastas estreantes, Lorraine Jones Molina and Cristian Carretero.
Aproveitei os sanduíches e os drinks da festa enquanto honrava os talentos que criam, produzem, dirigem, trabalham e atuam nos meus indies favoritos, além de celebrar o cinema brasileiro. Mais um daqueles dias que a realidade é melhor que o sonho. Viva o Spirit Awards!




Aproveito e compartilho a lista com os principais vencedores da edição de 2026 abaixo.
Cinema (Filmes)
Melhor Filme: Train Dreams
Melhor Diretor: Clint Bentley (Train Dreams)
Melhor Performance Principal: Rose Byrne (If I Had Legs I’d Kick You)
Melhor Performance Coadjuvante: Naomi Ackie (Sorry, Baby)
Melhor Performance Revelação: Kayo Martin (The Plague)
Melhor Roteiro: Eva Victor (Sorry, Baby)
Melhor Primeiro Roteiro: Alex Russell (Lurker)
Melhor Primeiro Filme: Lurker (Diretor: Alex Russell)
Melhor Documentário: The Perfect Neighbor(Diretora: Geeta Gandbhir)
Melhor Filme Internacional: The Secret Agent(Brasil – Diretor: Kleber Mendonça Filho)
John Cassavetes Award (Melhor filme feito com menos de US$1 milhão): Esta Isla (This Island)
Melhor Fotografia: Adolpho Veloso (Train Dreams)
Melhor Edição: Sofía Subercaseaux (The Testament of Ann Lee)
Robert Altman Award (Melhor Elenco): The Long Walk (Diretor: Francis Lawrence)
Televisão (Séries)
Melhor Nova Série Roteirizada: Adolescence
Melhor Nova Série Documental/Não Roteirizada: Pee-wee as Himself
Melhor Performance Principal em Nova Série: Stephen Graham (Adolescence)
Melhor Performance Coadjuvante em Nova Série: Erin Doherty (Adolescence)
Melhor Performance Revelação em Nova Série: Owen Cooper (Adolescence)
Melhor Elenco em Nova Série: Chief of War
Prêmios Especiais (Emerging Filmmaker)
Producers Award: Tony Yang, Emma Hannaway, Luca Intili
Someone to Watch Award: Tatti Ribeiro (Valentina)
Truer Than Fiction Award: Rajee Samarasinghe (Your Touch Makes Others Invisible)
Fonte: The Hollywood Repórter e Variety