Gwen Stefani, líder do No Doubt, foi a primeira mulher a ser a atração principal da Sphere, em Las Vegas, desde sua inauguração em 2023.
Eu sou fã da banda desde a juventude, lembro da primeira vez que vi o nome “No Doubt”, (“Sem Dúvida”!) na revista Bizz, famosa nos anos 80 e 90, que me mantinha informada das novidades do universo musical, antes mesmo do surgimento da MTV no Brasil.





Em 1995, eu lembro que a música “Don’t Speak” não parava de tocar nas rádios e eu estava com o coração partido por um amor e cantava junto com Gwen, que escreveu esse hit quando terminou o relacionamento de 7 anos com Tony Kanal, o baixista/guitarrista do No Doubt.
Eu, que já estava ansiosa para conferir um show na Sphere, pirei quando soube que o No Doubt faria uma curta residência lá e me organizei para prestigiar a banda.

Confesso que o show superou positivamente todas as minhas expectativas e não só pela experiência da Sphere, sua acústica perfeita, o telão que nos transporta para um outro universo, a cadeira que mexe, o aroma, as laranjinhas (símbolo da banda) que caíram do céu, tudo isso foi espetacular. Mas a energia de Gwen, Tony, Tom Dumont, guitarrista e do baterista Adrian Young, foi o grande destaque da apresentação, que foi uma retrospectiva da trajetória da banda.
Nesse post, eu compartilho alguns registros da noite, apenas uma palhinha de uma experiência que, de fato, mexeu com todos os meus sentidos, visão, audição, olfato, tato e até o paladar, já que eu estava acompanhada de um chopinho servido no copo do No Doubt.


Antes de ir, eu pesquisei quais eram os melhores lugares, considerando embarcar na apresentação no telão, na Sphere, e comprei no setor 300, fila 12, um assento realmente nota 10. Importante dizer que não é barato, mas valeu cada centavo.
Alguns fãs de carteirinha preferem ficar na pista. Eles não têm a mesma visão do telão, mas têm a chance de ver a banda de pertinho e ainda interagir com eles. Gwen, acompanhada dos meninos, leu cartazes, chamou a galera no palco, abraçou, beijou, escutou declarações de amor, deu autógrafo e tirou fotos. Dava para sentir a alegria de Gwen, Tony, Tom e Adrian ao se reunirem, 40 anos depois, para cantarem seus sucessos para mais de 17 mil pessoas, em um dos palcos mais modernos do mundo. Na casa dos 50+, eles se apresentaram com a energia dos adolescentes que criaram a banda nos anos 80.


Como a própria Gwen disse “estamos fazendo uma viagem ao passado com nossas músicas, mas no presente, estamos vivendo o futuro, porque a Sphere representa a experiência de um show no futuro”.
Fico feliz porque Gwen, irradiando simpatia, estava tão deslumbrada com toda a tecnologia da Sphere, quanto eu.

O que eu achei também irado foi um mini documentário, com entrevistas com a banda sobre a trajetória deles, imagens dos bastidores, de quando eram jovens, e histórias sobre a composição das músicas e os “dramas”, que foi apresentado nos intervalos das trocas de roupa de Gwen. Não faltou entretenimento nem 1 minuto pra plateia.
Foi um showzaço, que reuniu fãs raiz e fãs de novas gerações dentro de uma bola gigante, que nos lembra que o passado, presente e futuro estão acontecendo ao mesmo tempo, como vimos na série “Dark”.
Mas, teorias do buraco negro à parte, eu posso dizer que saí realizada, com uma laranjinha que caiu do céu, meu copo, e uma experiência que definitivamente foi mais legal que qualquer sonho, pois eu nunca nem tinha sonhado com nada como a Sphere.


O lindo foi que o show acabou e a banda não saiu do palco imediatamente. Os quatro ficaram conversando com os fãs que estavam na pista.
Os próprios integrantes do No Doubt disseram que também não imaginavam que fossem se reunir para um show como aquele, depois de tantos anos, e a felicidade deles foi contagiante e dava pra sentir no ar.
Sai energizada, radiante por ter a oportunidade de ver o No Doubt, e cantando “It’s My Life”, outro hino de Gwen que ainda faz parte da trilha sonora da minha vida.
Noite inesquecível!
