“A Seca”: Romance de Jane Harper traz mistério no calor da Austrália

Por: Luana Mattos

Adeus Kiewarra, foi bom, e ainda assim não tão bom, te conhecer.

O romance “A Seca”, de Jane Harper, retrata a morte, o luto, as perdas e o calor da Austrália de forma intensa e vívida. Embora esses sentimentos não sejam acolhedores, existe algo que nos atrai e que nos faz querer virar a página mesmo sabendo que nada de bom nos aguarda.

“A Seca” nos faz pensar em muitas coisas, em oportunidades perdidas e na nossa impotência diante de determinadas situações. Você vai desejar poder entrar na história e dizer aos personagens para fazerem as coisas de outra forma, para prestarem mais atenção aos detalhes sutis, às palavras não ditas. Você vai culpá-los pelas coisas que eles deixaram de fazer e, logo, irá absolvê-los porque sabe que, talvez, nem você as teria feito.

Jane Harper fez sua estreia no mundo literário com louvor, conduziu a narrativa com maestria, desvendando o mistério aos poucos, sem desapontar o leitor.

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vvvvv No calor sufocante do deserto, uma pequena vila é abalada por um crime inexplicável. Luke Hadler, filho da terra e amado por todos, matou brutalmente a mulher e o filho, tendo-se suicidado em seguida.

Dos alegres retratos de família apenas sobreviveu a pequena Charlotte, de 13 meses. Ninguém parece duvidar da explicação oficial para o crime exceto os pais de Luke, que tentam convencer o amigo de infância do filho, Aaron Falk, a manter a mente aberta a outras possibilidades.

Aaron está relutante. Após anos de ausência, o regresso à terra natal está a revelar-se duro, mas as memórias da infância partilhada com Luke falam mais alto. Embora dividido, ele aprofunda a investigação e, pouco a pouco, começa também a duvidar da acusação que paira sobre a honra do amigo. Mas há algo ainda mais assustador: estas mortes ameaçam desenterrar o velho segredo que ditou o fim da inocência de Aaron e Luke tantos anos antes. Sob um sol escaldante, a claustrofóbica vila assolada pela seca pulsa de tensão. Se Luke é inocente, estará o culpado pela morte da sua família a viver entre eles? Todos se conhecem e ninguém seria capaz de semelhante atrocidade. Certo?

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Publicado em 2016, o romance fez tanto sucesso que já garantiu sua adaptação às telonas, estrelado por Eric Bana, o longa está previsto para janeiro de 2020.

Tive o prazer de ler a edição especial publicada pela TAG Experiências Literárias, o romance, juntamente com um belo marcador um vaso autoirrigável, formaram a caixinha surpresa do mês de agosto.

 

“Um ser humano que chora, ri, se decepciona e se surpreende, mas acima de tudo alguém que teve a vida transformada por Jesus. Ama ler e escrever, e acredita que as palavras têm poder e que podemos mudar o mundo através delas.”
@luanatmattos

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