Amor, Sublime Amor: Ariana DeBose recebe indicação inédita no Oscar 2022

Numa tarde de domingo, Ariana DeBose entra falante e sorridente no cinema após uma sessão privada do filme Amor, Sublime Amor, em Los Angeles. Na plateia, membros da Academia e jornalistas que, como eu, são convidados para prestigiar os filmes e atores indicados ao Oscar, como parte da campanha dos estúdios e serviços de streaming.

Aplaudida de pé, a atriz se emociona: “muito obrigada por estarem aqui em pleno domingo. Vocês são demais, nunca imaginei receber tanto carinho e reconhecimento por conta de um filme, mas adoro, venho da Broadway, né? Gosto de interagir com o público”.

A primeira atriz preta, latina e gay, indicada ao Oscar, na categoria atriz coadjuvante, roubou a cena como Anita em “Amor, Sublime Amor”. Assim como a atriz Rita Moreno que interpretou a mesma personagem na versão original (1961) e levou a estatueta pra casa, Ariana é a grande favorita na corrida esse ano, especialmente após ganhar todos os prêmios como o SAG Awards, Critic’s Choice Awards e o BAFTA, na Inglaterra.

 

 

Ariana e Rita ficaram muito amigas durante as filmagens e a jovem atriz fala do carinho e da importância de sua mentora na sua performance e na vida: “claro que logo no começo, ter “A” Anita, Rita Moreno ali no set me intimidou. Mas a Rita é uma pessoa maravilhosa, ela me apoiou e me incentivou, respeitando meu espaço e minhas escolhas dentro e fora do set. Ela produziu o filme junto com o Spielberg e foi maravilhoso poder conhecê-la bem. Hoje somos amigas, inseparáveis. Ela é uma lenda”.

Rita Moreno e Ariana

Cria da Broadway, Ariana já dominava os palcos cantando, dançando e interpretando, desde cedo. Mas a carreira dela em Hollywood ainda estava começando quando recebeu um telefonema de seu empresário para ir a um teste de elenco, o primeiro em pessoa, de “Amor, Sublime Amor”, com a responsabilidade de tentar convencer Steven Spielberg que ela era a atriz certa para interpretar Anita em seu filme.

“Eu recebi um convite para o teste pessoalmente, eu já tinha mandado um por vídeo. Mas foi super em cima da hora, eu disse pro meu empresário que eu ia, mas não faria o teste, eu não estava preparada e não queria arruinar essa oportunidade valiosa. Aí eu falei não pro Spielberg gente. Vocês acreditam? Eu fui sincera, pedi desculpas e disse que não estava pronta. Ele e a produtora de elenco entenderam e levaram na boa. Fiz o teste depois e acho que deu certo”, disse Ariana sorrindo.

 

 

E acrescentou: “mas vocês vão gostar dessa história. Eu estava fazendo as minhas unhas quando a assistente do Spielberg me liga dizendo que ela estava em um avião e queria falar comigo. Eu já tremi ali, né, gente?! Aí ele me disse que eu tinha conseguido o papel. Eu ali segurando o telefone com o ombro, comecei a chorar. Spielberg me dando os parabéns, falando alto, porque ele estava no avião, a manicure me perguntando o que era, e eu sem querer estragar minhas unhas, foi um momento peculiar e, ao mesmo tempo, inesquecível. Não pude contar ao pessoal do salão o que tinha acontecido naquele dia, mas acho que agora eles já sabem”.

 

 

Ariana emprestou a sua energia, seu alto astral, sua a simpatia e sua emoção à personagem Anita e creio que isso acrescentou um “q” especial a sua brilhante atuação que, merecidamente, está sendo celebrada e reconhecida na indústria do cinema, que recebeu essa “novata” de braços abertos. Ela me conquistou, assim como a Rita Moreno e ao Spielberg também. O nosso encontro, que incluiu um delicioso almoço de domingo, foi proveitoso e divertido. Ariana e o grande destaque da nova versão deste clássico, mas o mais marcante é que ela, provavelmente, vai entrar para a história de Hollywood, como a preta, latina, gay, que disse não a um dos maiores diretores de cinema da atualidade para que ela recebesse o sim das alturas, com as unhas pintadas.

 

 

“Amor, Sublime Amor” (West Side Story) – mais que um musical, um clássico em todos os sentidos:
Adaptado de um musical da Broadway, “Amor, Sublime Amor” conta uma história de amor e rivalidade juvenil que se passa na Nova York de 1957. As gangues Jets, estadunidenses brancos, e os Sharks, descendentes e/ou porto-riquenhos, são rivais que tentam controlar o bairro de Upper West Side. Maria (Rachel Zegler) acaba de chegar à cidade e tem um encontro arranjado pelo seu irmão, líder dos Sharks, algo ao qual ela não está muito animada. Quando em uma festa a jovem se apaixona por Tony (Ansel Elgort), ela precisará enfrentar um grande problema, pois ambos fazem parte de gangues rivais; Maria dos Sharks e Tony dos Jets. Nesta história inspirada por Romeu e Julieta, os dois pombinhos precisarão enfrentar a tudo e todos se quiserem celebrar este romance proibido.Fonte: Adoro Cinema

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