Dia da Independência dos EUA: Comemorando o 4 de Julho como os americanos

Eu celebro o dia 4 de Julho, Dia da Independência dos EUA, desde que me mudei pro país em 2009. Já comemorei a data no Hollywood Bowl e no Hollywood Cemetery, em Los Angeles, já fui a churrasco na praça numa cidade de interior na Califórnia, já passei em festas, na praia e assisti a fogos de artifício nas metrópoles do país.

Mas, nos quase 9 anos que estou aqui, nunca tinha ido a Coney Island, uma tradicional e popular vizinhança, no sul do bairro do Brooklyn, em NY, assistir a competição de quem come mais cachorro-quente, promovida pelo famoso Nathan’s Hot Dog, faz história na cidade desde 1916.

Participantes vindos das mais diferentes regiões do país chegam a Coney Island para o concurso anual que festeja a independência dos EUA, primeiro entre as mulheres e depois os homens.

E, para a nossa surpresa, nem só de famigerados devorando cachorros-quente é feito o evento. Mas tem apresentações musicais (hip hop e música pop), com direito a líderes de torcida subirem ao palco e animarem a festa que reúne milhares de pessoas.

 

Confesso que estava um calor do cão e um sol escaldante, mas aprecio e valorizo prestigiar os eventos que refletem a cultura local, sigo à risca o ditado “nos EUA, como os norte-americanos” (uma adaptação do “em Roma, como os romanos”), e acho que valeu a pena enfrentar o dia de verão, em pé, para conferir ao vivo e a cores a competição entre os homens. O campeão foi o veterano Joey Chestnut, que comeu 74 cachorros-quente em 10 minutos vencendo a competição pela décima primeira vez.


Impressionante de fato assistir ao vivo e a cores um grupo de pessoas devorando cachorro-quente e mais uma multidão aplaudindo, mas é um marco cultural que agora posso dizer que risquei da minha lista e que, sim, é um evento que eu indico para aqueles que moram em NY ou um dia pretendem passar um 4 de Julho por lá.

Até porque o Boardwalk em Coney Island tem um parque de diversões que é super divertido e histórico. Me lembrou até a minha infância no Tivoli Park, na Lagoa, no Rio de Janeiro. Isso sem contar que a praia estava lotada, e os visitantes encontram uma série de bares, lanchonetes, lojas e até cervejarias para conferir no local. Até as sandálias Havaianas estão à venda em destaque, por um preço simpático.

Nem que seja uma vez na vida, dê um pulo em Coney Island e faça parte deste evento. So não esqueça de levar e beber muita água e usar bastante protetor solar.

Mas para fechar a comemoração da independência dos EUA com chave de ouro, você vai deixar Coney Island e partir para o outro lado do Brooklyn, para assistir com uma vista privilegiada os fogos de artifício patrocinados pela loja Macy’s que iluminam a noite de Manhattan. Nós conseguimos um ótimo lugar, no East River State Park, em Williamsburg, e fomos presenteados com um show que não deixa nada a dever a nossa Copacabana. Lembrando que nos EUA não há tradição de fogos de artifício no Réveillon, com isso nos resta aproveitar cada segundo do céu iluminado, depois de ter presenciado um abençoado pôr-do-sol.

 


Não vou enganar que, como todo o programa que envolve multidão, é cansativo mas, especialmente, à noite é imperdível. Afinal, é um dia que a gente não festeja só a independência dos EUA, mas reúne os amigos e aproveita para comemorar também a vida.

Veja tudo que rola na competição de quem come mais cachorro-quente em Coney Island:

https://nathansfamous.com/promos-and-fanfare/hot-dog-eating-contest/

 

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