Em entrevista, astro de “Community”, Joel Mchale fala sobre a série que deixou saudades

Por: Luana Mattos

“Community” entrou para o catálogo da Netflix em abril deste ano e, além de deixar a quarentena um pouco mais leve e bem humorada, reacendeu a chama dos telespectadores que não se conformaram com o final da série, que, após 6 temporadas, terminou com a promessa de um filme.

Se você ainda não viu, confira esta matéria onde listei os motivos para você assistir:

https://www.hollywoodeaqui.com/community-a-dose-de-humor-que-a-sua-quarentena-precisa/

Conversei com o ator Joel Mchale que, com seu humor a la Jeff Winger, nos contou com exclusividade como conseguiu o papel na série, e algumas curiosidades do set.

Luana Mattos: Você poderia nos contar como conseguiu o papel em “Community”? O que te atraiu para a série?
Joel Mchale: Foi o melhor roteiro (piloto) que eu já li. Eu queria muito participar e persegui o papel com toda a minha energia e, felizmente, Dan Harmon teve pena de mim e me deixou fazer o papel. Agradeço também a Joe e Anthony Russo, que foram meus campeões. Dan ficou sabendo sobre mim porque sua namorada na época era fã do “The Soup” e ela disse a ele “esse é o seu Jeff Winger”, enquanto assistiam a série. Fiquei atraído pela série porque cheirava à fogueira. Estou brincando, foi o que eu disse na primeira resposta, que foi o melhor roteiro que eu já li e que Dan foi ótimo.

L.M: As festas de Halloween, as batalhas de paintball e o jogo da Lava foram tão divertidos de assistir, mas tenho certeza de que não foi tão fácil filmar. Na sua opinião, qual episódio foi mais difícil de filmar e por quê?
J.M: Todos esses grandes episódios de ação foram longas horas, mas, acredite, eles foram muito divertidos de fazer. Eu pude ser um herói de ação! Quem poderia pedir algo melhor que isso!? Eu faria tudo de novo amanhã.

L.M: Quem era o mais engraçado no set? (meu palpite é Ken Jeong)
J.M: Essa é uma pergunta difícil… é como dizer que parte do motor faz o carro andar mais rápido? Não estou brincando quando digo isso, todas as pessoas no set eram especialistas em fazer as pessoas rirem. Incrível.

L.M: Todas as piadas faziam parte do roteiro ou vocês tiveram que improvisar algumas vezes?
J.M: Houve muito pouco improviso. Mesmo tendo alguns improvisadores incríveis no set, Jim Rash é o mais notável. Mas, novamente, muito pouco foi improvisado.

L.M: O que eu mais amo na série é que ela nos convida a pensar fora da caixa, a ver as coisas de outra perspectiva e até critica a ironia da nossa sociedade, às vezes. Sobretudo, sinto que “Community” é uma celebração da diversidade. Você, também, vê dessa forma?
J.M: Eu diria que “Community” é sobre pessoas imperfeitas, e se você não acha que tem falhas ou acha que suas falhas são mínimas, está errado. É sobre pessoas que se amam, mas têm falhas e tudo bem. E no que diz respeito à diversidade, é assim que as escolas são nos Estados Unidos, se você mora em uma cidade grande.

L.M: Se “Community” ainda estivesse no ar, considerando todas as questões sociais que estamos vivendo agora, como você acha que o programa traria essas questões?
J.M: Eu não sei! Dan Harmon é 10 mil vezes melhor escritor do que eu, mas garanto que ele estaria lidando com esses temas em cheio.

L.M: Onde você acha que Jeff está agora? Você acha que ele ainda está trabalhando em Greendale ou talvez tenha ido atrás de Annie?
J.M: Eu acho que Jeff entrou para atuação e está em um programa de TV com o personagem de Keith David, Patashnik, em “Community” nós brincávamos que havia um programa chamado Hard Drive e Wingman.

L.M: Se houver um filme (que nós esperamos que sim!), você acha que eles continuarão de onde terminou ou será em algum lugar no futuro?
J.M: Novamente, essa é uma pergunta para Dan Harmon, então eu não sei. Mas vou lhe dizer isso, vai ser ótimo.

L.M: E por último, você gostaria de enviar uma mensagem para os fãs brasileiros?
J.M: Olá Brasil! Sou eu, um cara branco que você não conhece. Muito obrigado por assistir “Community” e muito obrigado por assistir “Modern Family”.

“Meu nome é Luana Mattos, sou gaúcha, cristã, apaixonada por jornalismo e idiomas. Descobri nas palavras meu refúgio, e além disso, descobri que elas podem mudar o mundo! Adoro escrever sobre entretenimento, vida, fé e comportamento.”
@luanatmattos

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *