Era Uma Vez Um Gênio: Longa traz Tilda Swinton e Idris Elba em um roteiro fantástico

Meu coração cinéfilo acelerou quando fui convidada para a cabine de imprensa e para a participar da coletiva do filme “Era Uma Vez Um Gênio” (“Three Thousand Years of Longing” ) protagonizado por Tilda Swinton e Idris Elba. Sou grande fã desses atores que estrelaram alguns dos meus indies favoritos. Como sempre, esses dois gênios deram um show de interpretação nesse projeto dirigido pelo super talentoso australiano George Miller.

Confesso que quando li a sinopse tive a impressão que “Era Uma Vez Um Gênio” era fantasioso demais, mas Miller, que com “Mad Max” me fez me apaixonar por um gênero que até então eu não curtia tanto, repetiu a dose com essa obra que combina romance, drama e ficção, tudo na medida certa.

Em “Era Uma Vez Um Gênio”, a Dra. Alithea Binnie (Tilda Swinton) encontra um “djinn” (Idris Elba), o que no Ocidente é comumente denominado como “Gênio”. A criatura lhe oferece três desejos em troca de sua liberdade, e isso apresenta dois problemas: primeiro, ela duvida que ele seja real, e segundo, por ser uma estudiosa de mitologia, ela conhece todas as histórias de advertência sobre desejos que deram errado. O djinn defende seu caso contando aventuras fantásticas de seu passado e, eventualmente, ela é seduzida e faz um desejo que surpreende os dois, o que leva a consequências que nenhum deles esperava.( Fonte: Adoro Cinema)

O filme é uma grande metáfora e vai ser interpretado por cada um de nós de forma diferente. Nos faz sentir e pensar sobre nossos desejos, os limites que colocamos para realizá-los, as escolhas que fazemos e suas consequências. A própria Tilda disse isso na entrevista, que aconteceu online (acordei as 5 da manhã, em um sábado, por conta do fuso horário, já que os atores estavam na Europa e o diretor na Austrália, mas valeu cada segundo): “dra. Alithea Binnie foi uma personagem que teve que ser construída. Ela é um avatar para a audiência. Foi um novo mundo pra mim e trabalhamos muito, eu, Idris e George, para fugir dos estereótipos, que era nosso principal objetivo”.

Idris concorda: “eu tinha opiniões controversas em relação ao meu personagem, mas eu, Tilda e George gravamos durante a pandemia e passamos muitas horas conversando e trocando ideias, o que foi essencial para o resultado desse projeto. A construção desses personagens foi feita a partir da minha influência, da Tilda e do George. Foi por conta disso que eu cheguei numa versão aceitável e mais realista dele. Criamos até um sotaque em um idioma que não existe para dar ao gênio essa a ideia de vir de um outro mundo, isso trouxe autenticidade à trajetória dele”.

O diretor diz que a participação de Idris e Tilda foi a base para que o filme fosse bem-sucedido: “no momento que encontrei com eles, eu sabia que ia dar certo. Tilda e Idris são carismáticos, sensíveis e têm um ar de mistério, assim como seus personagens. Foram os melhores parceiros”.

Os atores retribuíram o elogio, como disse Tilda: “George é um mestre na arte de fazer filmes. Ele entende de cinema como ninguém que já conhecia na vida. Me senti segura para embarcar nessa aventura com ele”; e Idris complementa: “ele é um mestre em cada uma das camadas necessárias para se fazer um filme, câmera, luz, roteiro, figurino, produção de arte, edição. Ele é brilhante”.

O bate-papo com essas três feras rolou nesse clima de muita camaradagem, que só reafirmou que quando pessoas talentosas se reúnem e se dedicam a produzir um bom roteiro na telona, eles conseguem fazer um excelente trabalho, que conquista até o coração de pessoas que, por ventura, acham que estórias de gênio não são seu estilo. Garanto que você termina de assistir ao filme pensando nos pedidos que faria se encontrasse um djinn.

Imperdível conferir!

 

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