Hotel com cassino e teatro administrado por indígenas movimenta a economia em São Bernardino

Há quatro anos, eu vejo outdoors do Yaamava’ Resort & Casino espalhados por LA, mas nunca tinha ido ao cassino, que fica a aproximadamente 1 hora e meia de carro daqui.

Eu sabia que lá tem um teatro gigantesco, onde várias bandas e cantores se apresentam. De Jonas Brothers a Stevie Nicks, todo mundo faz show lá.

 

 

 

Mas, como a maioria dos shows também rolam em LA, mais perto de casa, eu nunca tinha ido até semana passada, quando me animei para colocar o pé na estrada e partir pro Yaamava’ para assistir ao James Taylor. Afinal, esse ano eu vesti mesmo a “camisa” da cinquentona e, depois de passar um réveillon em um cruzeiro, nada mais estadunidense do que uma mulher de 52 anos que passa um dia da semana em um cassino no deserto! E eu me diverti tanto na aventura que vou dividir o post em 3 partes. Hoje e na próxima terça, vou levar vocês para fazer um tour no cassino e adjacências e, na quinta, conto os detalhes do show que foi excepcional. James merece uma matéria dedicada só a ele.

 

 

No condado de Los Angeles, não é permitido ter cassino. Mas, nas montanhas de São Bernardino, não só os cassinos são bem-vindos, como pertencem ao povo indígena Yuhaaviatam da Nação de São Manuel, que habitam a região, o que também me motivou a visitar o local.

Interessante pensar que o gigantesco cassino Yaamava’, que significa “primavera” em serrano, idioma dos povos indígenas do sul da Califórnia, começou como um bingo nos anos 80.

 

 

 

Hoje, o Yaamava’ Resort & Cassino tem mais de 7.200 máquinas e mesas de jogos e, juntamente com outros cassinos, restaurantes e lanchonetes, também administrados pelo Yuhaaviatam da Nação de São Manuel, emprega mais de 7000 pessoas, o que faz uma diferença significativa na vida dos povos indígenas, gerando empregos, que incluem plano de saúde para a população local.

Para jogar, usamos um cartão onde colocamos os créditos. Tudo muito fácil. Como era a minha primeira vez, eu ganhei 35 dólares de bônus, como um mimo de boas-vindas ao cassino.

 

 

Joguei no caça-níquel e ganhei 55 dólares. Mesmo curtindo jogo, fui cautelosa, parei ali e gastei meu prêmio saboreando drinks e fazendo um lanchinho.

 

 

 

Uma coisa interessante sobre os cassinos nessa região, que é bem diferente da famosa Las Vegas, é que bebidas alcoólicas são vendidas apenas depois das 17 horas, durante a semana, para evitar que motoristas circulem na cidade, durante o horário escolar, depois de consumirem drinks. Achei o máximo esse cuidado com a comunidade. A empresa deixa de faturar com as vendas, mas protege suas crianças e jovens. E os frequentadores do local também são tratados com carinho, o cassino oferece água, café, suco e refrigerante, como cortesia, para quem tem o cartão do Yaamava’, mesmo que não esteja jogando e o estacionamento é gratuito.

 

 

A gente sente a vibe acolhedora que traduz a filosofia dos proprietários indígenas que, difere bastante dos empresários em Vegas, por exemplo.

Sem contar que eu adorei a casa de show, que vou mostrar com detalhes na matéria sobre o James Taylor.

 

 

 

Fato que o cassino, que foi reformado em 2016, tem a pegada anos 80/90 na decoração, apesar das máquinas serem todas digitalizadas. Faz parte da experiência fazer uma viagem no tempo. Assim como no Cruzeiro, que fiz na virada, o passeio pelas várias áreas temáticas do Yaamava’, me remeteu a momentos que passei nos primeiros cassinos que visitei em Vegas, na juventude.

 

 

Não me hospedei no hotel, pois o preço é salgado, dormi em um Motel 6, que fica a 4 minutos de carro do cassino. Semana que vem, levo vocês em um tour pelos restaurantes, bares e pela alternativa de hospedagem que não pesa tanto no bolso.

 

 

 

Até lá, venha visitar o Yaamava’ Resort & Casino com a gente. Super indico pois além do entretenimento, a gente ainda contribui com a comunidade Yuhaaviatam da Nação de São Manuel.

 

Quer mais detalhes, confira aqui:

 

 

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