Karina Dohme fala de carreira em entrevista exclusiva

A super simpática atriz Karina Dohme, estrela do Zorra Total que começou sua carreira ainda na infância e interpretou a Beth no seriado Sandy&Junior, na TV Globo, abriu o jogo sobre as dificuldade de fazer comédia, sua paixão pelo teatro, os motivos certos que devem ser considerados na escolha da carreira artística e sua amizade de longa data com os queridos Sandy e Junior, num papo descontraído por telefone com o Hollywood é Aqui. Confiram os principais trechos da nossa entrevista exclusiva.

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Como tudo começou…
Sou filha única, e sempre convivi muito com adultos, eu era muito desinibida, falante. E minha mãe vendo isso me colocou numa escola de teatro. E com 3 anos eu já tinha desfilado para algumas amigas dela. Eu adorava aparecer, e as amigas dela falavam: “ai que linda sua filha, toda graciosa desfilando.” E eu mesma pedi a minha mãe para me cadastrar numa agência de publicidade, ao mesmo tempo que fazia teatro. Eu morava em Americana e ia para São Paulo fazer testes. E assim, aos poucos, as pessoas foram me conhecendo e as coisas foram acontecendo. Comecei a ser chamada para fazer vários comerciais. Até que surgiu o teste para o programa “Sandy&Junior”, que por acaso foi na mesma época que um dos comerciais que eu protagonizei ganhou o prêmio “Profissionais do Ano”.

O papel na família na carreira de uma criança atriz
Muitas crianças embarcam na carreira artística para satisfazerem o ego dos pais. Não foi mesmo o que caso. Eu sabia desde muito nova que queria atuar e desfilar, eu que pedia a minha mãe, não fui forçada a fazer nada. Acho que isso faz toda a diferença na carreira de um ator.

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Sandy&Junior

O programa
A princípio não tinha nenhum personagem que casasse com o meu perfil no programa. Mas o diretor viu o meu teste e assistiu ao meu comercial premiado que estava no ar à época, e escreveu um personagem para mim. A Beth foi um presentão. Fiquei super lisonjeada.

Os amigos
A Sandy e o Junior são muito queridos, trabalhadores, e tem uma família muito unida, muito estruturada. A Tia Nely, mãe deles, estava sempre presente e os orientou muito bem. Eu tenho contato com eles até hoje. Tive a felicidade de rever a Sandy a pouco tempo, fui a um show dela em São Paulo e vi o Theo (filho da Sandy) que esta uma fofura. Eles são amigos de longa data.

A Comédia na minha vida…
Quando eu tinha 8 anos, eu fiz uma peça de Shakespeare chamada “Sonhos De Uma Noite De Verão.” Meu personagem era um duende, muito engraçado, super brincalhão e o publico ria muito no teatro. E eu adorava a sensação de fazer as pessoas rirem. E quando fiz a Beth, no “Sandy&Junior” pude explorar mais o gênero e descobri que era a minha vocação. Fico feliz que tive a chance de seguir este viés na minha carreira, pois e o que sei fazer melhor mesmo.

Zorra Total
O Zorra está no ar há 20 anos, eu entrei ainda no formato antigo, mas o novo realmente deu um novo gás ao programa. Estou feliz em poder fazer parte desta nova fase deste programa prestigiado pelo público há tantos anos.

Rir é mais difícil que chorar
A comédia, diferente do drama não requer técnica, você tem que ter uma pegada cômica, pode ser nata, ou pode ser a forma mesmo que você encara as coisas que acontecem na sua vida. É difícil de aprender, mas se você tem este dom, que é raro e muito bacana, o segredo é lapidar e não perder a oportunidade de explorá-lo da melhor forma possível.

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Agora o interessante é que os comediantes demoraram muito tempo para serem reconhecidos artisticamente, apesar de ser mais fácil fazer alguém chorar do que rir, como disse uma vez para mim um diretor do programa “Sandy&Junior.” Nosso trabalho não era levado tão a serio. Isso mudou muito de um tempo pra cá, o que me deixa extremamente feliz. É gratificante ver que os atores que fazem comédia finalmente estão ganhando a atenção e o espaço que merecem.

A paixão pelo teatro
Vim do teatro, acho que o ator para ser completo precisa passar pelo teatro. E acho que como atores não devemos ficar muito tempo longe dos palcos, pois corre o risco de perdermos aquela luzinha brilhante que nos guia na carreira artística. E no palco que você pode atuar sem interferência e de fato interagir com seu público. O teatro pra mim e onde eu me sinto em casa, estou longe há 11 meses e estou em pânico já. Eu tenho algumas ideias, alguns textos, mas por falta de tempo ainda não pude me dedicar a eles. Mas em breve eu vou pretendo voltar com tudo aos palcos!

A Telona
Eu já fiz alguns curtas e um longa, uma comédia adolescente, mas ainda quero ter a oportunidade de me dedicar mais ao cinema, aprender mais, e uma experiência bem diferente, minimalista, acho também super importante para o ator ter essa pegada e aprender a trabalhar neste ambiente.

A verdade sobre a carreira artística
Acho que seu sucesso na carreira artística vai depender do motivo que você resolveu segui-la, se você quer fazer isso pra ser capa de revista, esquece, não vai dar certo. Você tem que fazer porque você ama. É uma carreira muito sacrificante, de altos e baixos, instável, você tem que saber lidar com seu ego e com o ego das pessoas que estão ao seu redor. No meu caso, o bichinho me picou, e claro que não vou ser hipócrita, a carreira de atriz me proporciona muitas oportunidades bacanas, mas tudo que acontece e consequência do meu árduo trabalho e isso que deve ser a sua prioridade, não o suposto glamour que ela traz.

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Para encerrar com gargalhadas… Coisas que só acontecem num set de gravação:
Uma época a gente gravava com uma macaca no “Sandy&Junior” e a macaca se apaixonou pelo Wagner, Sebastian (que interpretava o Basílio na série). Ela namorava com a bota dele. Gente, era muito engraçado, ele tinha que ficar fugindo da macaca no set. Às vezes, ele tinha que sair pra gente conseguir gravar com a macaca. Era realmente hilário. Coisas que só acontecem num set de gravação mesmo. Muitos Risos!

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