Sou cinéfila desde que me entendo por gente e cresci frequentando cinema de rua na Tijuca, zona norte do Rio, onde passei boa parte da minha infância e toda a minha adolescência.
Infelizmente, com o passar dos anos, os cinemas de rua viraram uma raridade no mundo, especialmente depois do advento dos serviços de streaming.
Felizmente, Los Angeles, a capital do entretenimento, é uma exceção, graças a ONGs e cineastas que fazem questão de investir em cinemas de rua.
O Lumiere, em Beverly Hills, é o cinema de rua mais perto da minha casa atualmente.
Eu finalmente fui conhecer esse patrimônio histórico, que exibe filmes internacionais e indies que não entram em cartaz em grandes cinemas como o AMC e filmes que, quando saem de cartaz em grandes cinemas, ganham sessões extras nesse templo sagrado.




Entrar no Lumiere não é só experienciar um filme na telona, mas fazer uma viagem no tempo que começa nos objetos que decoram o foyer. Me senti nos cinemas América e Carioca, na Praça Saenz Peña, na minha adolescência. Minha memória afetiva foi ativada e ainda tive a vantagem de criar novas lembranças naquele paraíso das artes.

Mas, tão especial quanto ir ao Lumiere, foi assistir “A Voz de Hind Rajab”, filme indicado ao Oscar 2026 na categoria filme internacional, juntamente com o nosso “O Agente Secreto”. Vou compartilhar os detalhes desse filme imperdível na próxima semana.



Por enquanto, aqui estão mais algumas curiosidades sobre o Music Hall, hoje o cinema Lumiere.

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Aproveito para indicar outro cinema de rua, que é um dos meus cantos favoritos em LA. Fica em Eagle Rock, no lado oposto de Beverly Hills, e é um programa imperdível:
