PdQ!: O som de Baco Exu do Blues

Como vocês sabem, sou fã de carteirinha do canal “Papo de Quinta”, onde seu criador e apresentador Paulo Corrêa fala sobre música, mais especificamente videoclipes. Podendo também falar dos grandes eventos do mundo da música, singles, curiosidades e, é claro, dos artistas em si.

Tanto que é uma coluna mensal no nosso Hollywood é Aqui. Por conta do “Papo de Quinta”, aprendi muito sobre o universo musical que não é meu forte, no mundo do entretenimento, sou especialista em séries e filmes. Daí a importância da nossa parceria que já dura alguns anos.

De todo meu aprendizado, ressalto este vídeo sobre “Bluesman” Baco Exu do Blues, que é o destaque da nossa última coluna de 2018. Não só fiquei impressionada com o som em si, mas como toda a mágica que está por trás do trabalho de Baco Exu do Blues. Virei fã dele, como sou do “Papo de Quinta”, e convido aqueles, que como eu ainda não o conhecem, a assistirem o PDQ e o filme do artista.

Pra quem já curte, aproveite pra rever e divulgar. No mundo atual, precisamos cada vez mais de projetos como este para salvar a humanidade dos seus preconceitos e das suas neuras, estou muito feliz e orgulhosa que o trabalho de Baco Exu do Blues esteja fazendo sucesso nos EUA, e que o Brasil seja tão bem representado pelo seu projeto no exterior.

 

Papo de Quinta:

 

“BLUESMAN”
Baco Exu do Blues

1903.

A primeira vez que um homem branco observou um homem negro, não como um um “animal” agressivo ou força braçal desprovida de inteligência. Desta vez percebe-se o talento, a criatividade, a MÚSICA! O mundo branco nunca havia sentido algo como o “blues”.
Um negro, um violão e um canivete. Nasce na luta pela vida, nasce forte, nasce pungente. Pela real necessidade de existir!

O que é ser “Bluesman”?

É ser o inverso do que os “outros” pensam. É ser contra corrente, ser a própria força, a sua própria raiz. É saber que nunca fomos uma reprodução automática da imagem submissa que foi criada por eles.

Foda-se a imagem que vocês criaram.

Não sou legível. Não sou entendível.

Sou meu próprio deus.
Sou meu próprio santo. Meu próprio poeta.

Me olhe como uma tela preta, de um único pintor.
Só eu posso fazer minha arte. Só eu posso me descrever.

Vocês não têm esse direito.

Não sou obrigado a ser o que vocês esperam! Somos muito mais!

Se você não se enquadra ao que esperam…
Você é um “Bluesman”.

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