Road Trip: Com o pé na estrada e muita animação de mudança para Austin

Desde de criança eu via nos filmes e seriados as pessoas alugarem um caminhão, usarem um trailer ou mesmo colocarem seus pertences no carro e pegarem a estrada levando a sua mudança de um estado pro outro nos EUA.

Nunca acreditei muito que fosse a realidade, achava que era uma tática dos roteiristas para incrementarem a trajetória dos seus personagens. Afinal, colocar o pé na estrada é, de fato, um sinônimo de aventura.

Mas a minha experiência me provou que fazer a própria mudança nos EUA não é coisa de cinema ou TV, mas uma necessidade, já que contratar uma empresa para tal é um luxo para quem tem a conta bancária recheada de milhões.

Se vocês acham que no Brasil é caro, nos EUA é para milionários. Por isso, imitei muitos dos meus personagens favoritos e convoquei um grupo de amigos para me ajudar, quando decidi sair do meu apartamento em Los Angeles.

Depois de 8 anos, aproveitei o momento para dar uma geral, joguei muita coisa fora e fiz significativas doações, inclusive de móveis.

Ainda fiquei uns meses na cidade, cheguei a alugar um storage (de novo, me senti numa série quando ia até lá!) e quando rolou a oportunidade de vir para Austin, no Texas, pude realizar meu sonho de lotar um automóvel com todos os bens materiais que têm alguma importância na minha vida e dirigir da Cidade dos Anjos até a minha nova morada.

 

 

Essa aventura precisava de uma boa companhia disposta também a me ajudar a descarregar o carro e trazer todas as caixas pesadas para meu novo apartamento, onde o prédio não tem elevador e moro no terceiro andar. Flávia Viera, guerreira, disse sim. Percorremos 1,378 milhas (aproximadamente 2218 quilômetros) e passamos por 4 estados (Califórnia, Arizona, Novo México e o Texas, que é o segundo maior do país, seguido do Alasca).

 

 

Fizemos a viagem em dois dias. No primeiro, assistimos o nascer do sol na Califórnia, passamos por Phoenix e demos uma rápida volta de carro em Tucson, que marcou nossa primeira visita ao Arizona. Estreamos também no estado do Novo México, onde admiramos o belo pôr-do-sol no deserto. E dormimos na cidade de El Paso, logo na chegada ao Texas. Optei por dirigir mais horas no primeiro dia (em torno de 11 horas). Para isso, levamos lanchinho no carro e paramos pro banheiro, gasolina e esticar as pernas apenas 2 vezes.

No segundo dia, fizemos apenas 1 paradinha pro lanche, e atravessamos o estado, dirigindo 8 horas, até a capital.

No caminho, passamos até por um check-point da polícia federal, pois como o Texas e Novo México fazem fronteira com o México, a vigilância em relação à imigração apertou nesses estados, graças ao atual governo. Então é bom estar com a papelada em dia para fazer essa travessia.

Na estrada fez calor, teve céu azul, ventania, mas não pegamos chuva, nem trânsito e nem pagamos pedágio. A política de incentivo à indústria automobilística trouxe uma vantagem para o país: no geral, as estradas aqui são ótimas, bem sinalizadas e as paradas ao longo do caminho têm uma boa estrutura, com postos de gasolina, lojas de conveniência, banheiros limpos, restaurantes, lanchonetes e até hotéis de boa qualidade. Tudo para tornar a experiência mais agradável e econômica.

 

O custo total da despesa com a minha mudança da Burton Way em Los Angeles, do storage por 2 meses e de trazer meus pertences pra Austin de carro, não pagaria nem a primeira parte da aventura, sem contar que, se eu tivesse optado por uma empresa, não teria curtido a trilha sonora, as fofocas e a natureza que, junto com Flávia, foram as excelentes companhias da road trip.

E, lógico, esses momentos me fizeram sentir nos filmes e seriados que cresci assistindo, com a vantagem que na vida real é sempre melhor!

Esse post é dedicado a todos os amigos que carregaram e guardaram as minhas caixas, eletrodomésticos, móveis. Tralhas de 1 década de vida. Aos que dirigiram caminhão e conseguiram multiplicar o espaço de um Kia para que coubessem todas as minhas coisas. Aos que abriram suas casas e e seus corações para me receber com carinho. Aos Anjos que a cidade que leva seu nome trouxe para a minha vida, com quem sei que, mesmo de longe, posso contar sempre, pro que der e vier.

Para: Bibi, Carol, Gui, Flávia, Lari, Mari, Pati, Raquel e pra Berthier que trouxe a cervejinha.

2 comentários sobre “Road Trip: Com o pé na estrada e muita animação de mudança para Austin

  1. Que incrível… Deve ser uma aventura e tanto, morro de vontade de sair do Brasil e tentar a vida por aí na gringa, mas minha insegurança e medo são maiores!! Vejo sempre suas postagens e amoooo

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