O legado e a boa energia de Cory Monteith ainda contagiam os fãs

Cory Monteith foi uma daquelas joias raras que passaram pela indústria do entretenimento. Eu já disse isso várias vezes, mas vale repetir, trabalho neste ramo há anos, primeiro no Brasil e há 10 anos nos EUA, mas nunca conheci um jovem ator, no auge do sucesso, tão gentil, humilde e pé no chão, como Cory. Eu estive com ele inúmeras vezes, em eventos glamourosos e nos shows do Bonnie Dune, e era nítido como o ator amava e respeitava seus fãs. Ao atravessar um tapete vermelho, Cory fazia questão de cumprimentar seus admiradores, tirar fotos, distribuir autógrafos e, muitas vezes, não tinha nem tempo de falar com a imprensa, mas ele não se importava, seus fãs estavam sempre em primeiro lugar.

Ao mesmo tempo, não conheço um jornalista de entretenimento que não fale do ator com carinho. Em todos os eventos que cubro até hoje, quando o nome dele é citado, todos sempre comentam que foi uma pena Cory ter nos deixado tão cedo e que ainda não surgiu ninguém, especialmente atores das séries dedicadas ao público jovem e adolescente, tão humano e tão educado como Cory Monteith.

 

 

Apesar da sua partida prematura, Cory deixou como herança o seu sorriso sincero e marcou a vida de pessoas de várias gerações ao redor do mundo, ao interpretar com tanto talento e carisma o personagem Finn Hudson em “Glee”, um dos maiores fenômenos da TV norte-americana.

A cobertura dos eventos de “Glee”, e nossos muitos encontros com Cory, marcaram também o início da história do Hollywood é Aqui. Tanto os gleeks como o ator são parte integrante da família HEA. Nessa homenagem que fizemos a ele há alguns anos, relembramos alguns de nossos momentos favoritos com Monteith:

https://www.hollywoodeaqui.com/cory-monteith-a-homenagem-do-hollywood-e-aqui-ao-ator/

Para celebrar o aniversário de Cory Monteith hoje, e seu legado, nós perguntamos aos fãs qual seu momento favorito de Finn na série.

A vencedora foi Ana Eliza de Melo Garcia, mas os comentários de todos os participantes nos emocionaram tanto que estão todos publicados neste post. Nada melhor para comemorar a vida de Cory do que todas as importantes lições que ele nos deu através de Finn e toda a boa energia que ele espalhou em Hollywood, lembrando que a fama é passageira, mas as boas ações ficam para sempre.

Feliz Aniversário, Cory! Sua estrela nunca vai se apagar, você será sempre uma grande inspiração para seus fãs de carteirinha!

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Há diversas partes importantes que eu julgo maravilhosas tanto para o publico como para a importância do Finn na série. Mas vou optar por uma que, muitos adolescentes sentem quando estão saindo do ensino médio. Com todos sabendo o que queriam, Finn era o único que se sentia perdido, não sabendo o que fazer, até que com o auxilio do professor, ele percebe que aquele ambiente, aquele lugar, o clube glee, a escola, o faziam feliz e ele nunca parou para pensar sobre isso. E é então que ele começa a trabalhar com o professor no grupo glee e volta a se sentir feliz, sabendo que está fazendo algo.
Isso me lembra demais a minha vida e de muitos que a minha volta, sofriam por essa pressão social do “o que você vai ser agora?”. A partir disso, comecei a prestar atenção nos pequenos detalhes até que entendi o que EU queria, o que EU amava, e compreendi o meu caminho.” – Ana Eliza de Melo Garcia

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O momento em que Finn desiste de se casar com a Rachel no final da terceira temporada, para que ela siga seus sonhos, aquela foi uma das maiores provas de amor de Finn para ela.”Leonardo Pellegrino

 

Eu não poderia escolher apenas um momento, mas eu diria que todos os momentos em que nos pudermos ver o quanto o relacionamento dele com o Kurt fez ele crescer pessoalmente. Mas uma cena que retrata isso é o discurso dele no casamento da mãe dele com o pai do Kurt.” – Agatha Satas

 

Na minha opinião, o momento mais marcante do Finn em Glee, aconteceu na terceira temporada quando a Santana lhe dá um tapa na cara depois de uma música, e o Finn a defende dizendo que não foi um tapa real para que ela não seja punida, e ainda passa a tentar ajudá-la durante o processo de se assumir lésbica. Durante toda a série vemos o Finn se mostrando extremamente empático e altruísta, especialmente diante de situações difíceis com pessoas que ele ama (Rachel, Kurt, Carole…) mas, pessoalmente falando, foi muito bonito ver ele passando por cima de todas as coisas ruins que a Santana fez com ele, inclusive o próprio tapa, e tentando ajudar ela mesmo assim. Mostra que ele não se importa apenas com quem ele ama, mas com qualquer pessoa a sua volta, e está disposto a fazer tudo que puder para ajudá-las.” – Beatriz Tesini Alvarez

 

A melhor cena pra mim é quando o Finn chama o Kurt de “faggy” e o pai do Kurt o expulsa de casa (não necessariamente essa cena mas o que vem depois) e logo após o Finn se arrepende e pra se redimir ele se veste de Gaga e ajuda o Kurt contra os meninos que faziam bullying com ele. Essa cena é muito significativa pra mim e foi quando o Finn ganhou muitos pontos comigo, por mais que a atitude dele tenha sido babaca ele reconheceu e logo foi correndo atrás pedir desculpas e tentar se redimir. Foi aí que eu vi que o coração do Finn era gigante.” – Adriano Henrique

 

Muito difícil escolher um momento só, mas eu guardo na memória o fim da terceira temporada quando ele e a Rachel estão cantando uma música original e se beijam, apesar de poderem ser desclassificados eles viveram intensamente o momento, e é o que deveríamos fazer todos os dias, horas, minutos.” – Jurandir Vicari

 

Gosto muito do episódio em que os jogadores de futebol americano dançam Single Ladies para distrair os adversários. Cory Monteith deixou saudades!” – Maria de Lourdes

 

Bom dia. O momento em que Finn desiste de se casar com a Rachel no final da terceira temporada.” – Marco Antonio

 

Existem personagens que ultrapassam os limites da ficção e se tornam referências de ações e formas de olhar o mundo. Como aspirante a escritor, criar um personagem tão autêntico e impactante na vida de tantas pessoas, é um dos maiores desejos. Finn Hudson é um desses personagens inesquecíveis e que está presente mesmo fora de sua trama. Para mim, que passei por tantos momentos onde buscar uma identidade, um lugar no mundo e pessoas que se sentissem suficientemente confortáveis em estar presentes nessa jornada fora um dos maiores desafios, toda a trajetória de Finn é muito significativa. Ele é (continuará sendo) a representação da pessoa que se coloca sempre disponível a ajudar o próximo (até mesmo antes de a si próprio) e com todas as suas falhas, está disponível a reconhecer suas dificuldades e limitações. Para mim, um dos momentos que mais estiverem presentes em minha memória foi os acontecimentos após Kurt ter passado por séries discriminações por conta de sua sexualidade e Finn ter organizado a performance de Single Ladies em plena partida de futebol americana. Para mim esse momento diz muito a respeito de quem Finn é, uma pessoa disponível a superar suas próprias limitações em prol do que visualiza como correto. Ele, claro, estava longe de ser a pessoa mais atenta a questões de representatividade (pelo menos no contexto dos acontecimentos desse episódio), mas ainda assim sabia o que era correto e buscou formas de demonstrar o apoio e a defesa dessa convicção. Existe luta mais autêntica que esta? Com Finn, ninguém realmente estava sozinho em suas lutas. E ter passado por cima de tantas limitações (Dançar em pleno estádio e ainda por cima com a coreografia icônica de Beyonce) mostrou claramente isso. E para mim, que por tantas vezes busquei esse apoio, ao assistir pela primeira vez esse episódio, tive a certeza de que Finn teria feito o mesmo por mim caso nos conhecêssemos. Essa é a capacidade que personagens tão completos possuem de ultrapassa a ficção.” –  Julio Cesar Vieira

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