Stranger Things marca a indústria do entretimento com Winona Ryder e os Duffer Brothers

Verdade seja dita “Stranger Things” não é meu gênero de série hoje em dia. Comecei a assistir por causa de Winona Ryder, uma das minhas atrizes favoritas nos anos 90, e também porque cresci nos anos 80 e fiquei curiosa para ver como o seriado ia mostrar a década da minha adolescência.

E cá estou eu, 4 temporadas depois, surpresa comigo mesma, chorando em vários momentos enquanto maratono o show. Pra mim, é uma viagem no tempo. A trilha sonora é perfeita, Winona brilha (assim como todo o elenco que é super talentoso), e as estórias me remetem a um tempo que eu gostava de sci-fi, “Gremlins” e “E.T.” foram meus filmes favoritos durante anos e as referências dessas duas obras em “Stranger Things” são evidentes e muito bem reproduzidas.

Mas a série já tinha mexido bastante comigo, tanto que, em 2019, eu escrevi uma matéria declarando meu amor, que compartilho aqui com vocês:

https://www.hollywoodeaqui.com/em-tempo-vamos-falar-do-brilhantismo-da-terceira-temporada-de-stranger-things/

Agora, tenho que admitir que meu encontro com Winona e com os Duffer Brothers, criadores, produtores, roteiristas e diretores do seriado, no evento Deadline Contenders, nos estúdios da Paramount em LA, balançou ainda mais meu coração, até porque eles também compartilharam a emoção de estarem na reta final desse seriado que se tornou um fenômeno global.

Matt e Ross falaram como é chegar ao fim dessa trajetória, “ao mesmo tempo que é maravilhoso terminar a série como a gente quis e na hora que a gente entendeu que era o momento certo, não foi fácil pra gente se despedir desse projeto que mudou completamente as nossas vidas e realizou os nossos sonhos de infância. Não crescemos nos anos 80, mas sempre fomos fãs dessa década revolucionária e criativa. Vivê-la através de ‘Stranger Things’ foi fascinante pra gente e uma honra apresentar as nossas referências para as novas gerações e saber que, ao mesmo tempo, foi uma oportunidade para muitos pais reviverem seu tempo de juventude, assistindo a série com seus filhos. Vamos sentir saudades também de trabalhar com esse elenco brilhante e uma equipe extremamente talentosa e dedicada. Não foi fácil produzir os episódios dessa última temporada, na pandemia, mas, graças ao talento de todos os envolvidos, a gente conseguiu e está satisfeito com o resultado. Esperamos que os fãs gostem tanto quanto a gente”, disse Matt.

Ross ainda destacou o orgulho que eles sentem do elenco jovem e do prazer que foi ter Winona como parte dessa família, “a garotada cresceu com a gente. Foi fascinante ver o desenvolvimento desse grupo de atores como pessoas e profissionais. E todos fizeram ótimas escolhas e, mesmo com a fama, continuam sendo seres humanos fantásticos. Ficamos muito contentes de ter participado e contribuído para a carreira deles. Isso sem contar que, ter Winona com a gente foi um sonho nosso realizado. O que ela fez em ‘Stranger Things’ foi excepcional. E o nome dela abriu muitas portas pra gente desde o início”.

A atriz (meu ícone) encabulada, agradeceu o elogio, e disse que Joyce foi um trabalho que deu um novo gás a sua carreira “foi um projeto revolucionário pra mim também. O que mais me encantou foi que a Joyce, minha personagem, era uma mulher comum, com defeitos, que se esforçava pra dar o melhor para a sua família, às vezes conseguia outras vezes não, uma mulher comum, lutadora e apaixonada pelos filhos, disposta a enfrentar qualquer monstro por eles (risos). Eu já estou com saudades dela, mas feliz pela minha trajetória junto com esses dois jovens gênios (se referindo aos Duffer Brothers, que estavam ao seu lado) e que me deram essa oportunidade fantástica que também me trouxe novas perspectivas de carreira. Inesquecível”.

 

 

Nunca pensei que fosse filosofar, me emocionar, e até ser tão clichê, com um episódio de Stranger Things, mas a música tema de Max (Sadie Sink) era uma das minhas prediletas na adolescência. Só de ver ela ouvindo eu já fiquei com os olhos mareados. Aí, a trajetória dessa personagem (minha queridinha do elenco jovem) mostra que pessoas que crescem com um grupo de amigos, se sentem mais fortes e protegidas. Me identifiquei, pois tenho amigos que fiz no colégio, há mais de 35 anos, e somos próximos até hoje.

Isso, sem contar com os meus amigos de faculdade. Meu grupo, que é minha base há 30 anos. E meus amigos de infância, que conheço há mais de 4 décadas. Eu, como Max, lutaria para viver porque sabia da existência desse meu grupo que me apoia nas dores e delícias da caminhada.

Além disso, como não me emocionar com as referências de filmes como “E.T.” e “Gremlins”. Até parece que os Duff Brothers estavam no cinema comigo e meu grupo de amigos, quando foram lançados, tamanho o carinho com que homenageiam esses ícones na série. Está tudo nos detalhes.

Winona tem razão, eles são geniais. E Matt e Ross têm razão, Winona divou. Agora, uma coisa é certa, estamos ansiosos pra assistir a segunda parte, mas vai cair uma lágrima na hora de se despedir dessa série que mexeu até com pessoas como eu, que não são fãs do gênero. Isso sim é entrar pra história do entretenimento!

 

 

https://www.hollywoodeaqui.com/de-volta-aos-anos-80-com-stranger-things/

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