Visita ao Parque Nacional de Sequoia é ótimo programa em Los Angeles

Durante a quarentena o que mais senti falta foi de colocar o pé na estrada. Viajar, sem dúvidas, é uma das coisas que mais amo fazer na vida. Depois que vim morar nos EUA, peguei um amor ainda maior pelas road trips. As estradas no país facilitam viagens de carro, que são mais baratas, e permitem que a gente explore com mais calma os lugares visitados.

Já cruzei a Califórnia algumas vezes e não canso de repetir que é um dos estados mais bonitos do país. Aqui somos abençoados pelo mar do Pacífico, deserto do Vale da Morte, montanhas cobertas de neve, como as de Mammoth, e belíssimas florestas, que se destacam em parques nacionais como Yosemite e o Sequoia National Park, que tive a oportunidade de visitar no feriado do Dia do Trabalho, no início deste mês.

Já tinha ido ao Yosemite, que fica mais perto de São Francisco, mas o Sequoia Park, que fica a apenas 3 horas de LA, eu nunca tinha visitado antes. E depois de tantos meses assombrados pela pandemia, nada melhor do que abraçar uma sequoia, a árvore mais alta e mais pesada do mundo, para renovar as energias e celebrar o retorno às estradas explorando as belezas da terra do tio Sam.

O parque é gigantesco, tem várias entradas, para vocês terem uma ideia ficamos hospedadas no sul e levamos mais de 3 horas de carro para ir até o norte. Mary Knabben, minha companheira de aventura, assumiu o volante e conduziu bem seu possante pelas estradas, que são sinuosas, mas lindas. As montanhas, os rochedos, as árvores, os riachos e o pôr-do-sol dão um show de tirar o fôlego. Paramos em vários pontos famosos e alguns desconhecidos para registrar o espetáculo da natureza que em silêncio fala alto dentro do nosso coração e traz paz para nossa alma.

 


 

Ao longo do parque, há vários pontos com hotéis, mercado, lanchonete, acampamentos e espaço para fazer piquenique. Mas é melhor se precaver e levar um farnel com água, biscoitinhos, sanduíches e chocolates no carro, pois dirigimos por horas em estradas completamente desertas.

Assistimos a despedida do astro rei do alto de uma montanha, um verdadeiro colírio para os olhos, e anoitecemos dirigindo pelo parque para retornar ao nosso camping. Pra quem já viu “Bruxa de Blair”, digo que a floresta à noite fica bem parecida com a locação do filme, escuridão absoluta, o celular não pega e o silêncio é sepulcral. Claro que sabemos que por ser um parque nacional tem câmeras e drones que cuidam da segurança do local. De qualquer maneira, confesso que deu frio na barriga andar pelas estradas por mais de 2 horas sem ver nenhum carro, no breu, sem sinal no telefone. Mary e eu nos sentimos como os velhos exploradores das minas de ouro na região, com a diferença que como já tínhamos baixado o GPS, tínhamos um guia que nos conduziu ao nosso destino em segurança.

Passamos muito tempo no carro, o que, mesmo fazendo várias paradas, é um tanto cansativo, mas valeu a pena cada segundo, pois, além de matarmos as saudades de colocar o pé na estrada, conhecemos esse ponto turístico tão badalado na Califórnia e ainda exploramos cantinhos que muitos de seus frequentadores assíduos não conhecem. Foi uma aventura inesquecível na companhia das belas sequoias, as verdadeiras rainhas da natureza, que têm um poder inacreditável de nos acolher, nos ouvir e nos abraçar de volta.

A viagem foi mágica, divertida e especial, ainda mais depois de tudo que passamos devido ao Covid. Nada como uma caminhada pela floresta onde pudemos, de novo, respirar sem medo.

Saiba mais detalhes sobre o Sequoia Park:

https://www.nps.gov/seki/index.htm

No nosso próximo post compartilhamos a experiência de “glamping”, nosso camping glamouroso e nossa visita às cidades faroeste de Kernville e Springville. Fiquem ligados!

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